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23 de fev. de 2011

Voe com sua asa delta!

Depois do polêmico post sobre moto-táxi e cartões de visita - http://rudyfaz.blogspot.com/2010/07/aventura-juvenil.html - eu comecei a acreditar que os banheiros de lugares públicos me perseguem. Se não perseguem querem dizer algo...e se não é nenhuma dessas coisas eu sou uma espécie de imã para coisas estranhas relacionadas a este recinto.

Em 2010 aconteceu outro fato interessante. Desta vez eu não estava diretamente envolvido, fui apenas um coadjuvante.

Levantei na madrugada, tomei meu leite puro e um pedaço de pão para suportar bem três horas e meia de viagem. Logo que o Nolan passou em casa para cairmos na estrada ficamos apreensivos com o longo dia que teríamos. Mas, fazer o quê? Trabalho é trabalho e lá vamos nós.

Durante o caminho, Nolan e eu, ambos querendo driblar o sono de uma viagem na madrugada, fomos conversando sobre assuntos diversos, ouvindo música etc. Nada faria com que nossa viagem ficasse chata e perturbante pois estávamos indo em direção a uma cidade cheia de gente, carros, trânsito louco e vias de acesso que se dividem e depois se juntam sem qualquer motivo aparente.

Chegando em um destes postos de conveniência que cobram 50% a mais do valor da mercadoria - mais conhecido como GRAAL - fizemos uma parada rápida para esvaziar a água em excesso no corpo, esticar as pernas...enfim, fomos pro banheiro. A esta altura estávamos cansados por conta do pouco tempo de sono e da viagem ligeiramente longa.

Chegando perto banheiro já vou me preparando. Vou já dando aquela respirada, soltando a barriga, afrouxando a calça e...PAUSA. Ao entrar no banheiro tivemos a maior surpresa!

Como quem não quer nada um senhor de idade já avançada soltou a barriga e afroxou a calça muito mais que eu. Enquanto eu ia entrando e percebendo a cena, o Nolan já me deu aquela olhada de 'que que é isso?'.
Simplesmente o velho resolveu baixar as calças até o chão, soltar aquele barrigão, dar aquela mijada (linguagem vulgar mesmo!) e ainda ficar olhando pra trás para ver quem estava entrando no banheiro. A cena toda não se resume a um velho gordo mijando todo à vontade e olhando pros outros. O importante é que a cueca dele era asa-delta azul piscina desbotada.

Neste segundo, ao chegar no meu mictório querido, eu simplesmente desviei o olhar para que a minha mira não ficasse comprometida e molhasse o chão do banheiro de tanto que eu ri. Aliás, foi o dia inteiro rindo de uma cueca asa-delta.

O mundo em crise, as pessoas fazendo correria no trabalho, os juros subindo e o velho, na maior, só de asa-delta tirando uma água do joelho como se o mundo fosse a coisa mais perfeita!

Moral da história: Quando seu chefe mandar você viajar, vá de asa delta que o dia fica muito melhor!

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Siga-me em fila indiana no twitter: @rudycm

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11 de fev. de 2011

Contos de uma viagem feliz!

Quando se viaja a trabalho você precisa levantar cheio de disposição, sorriso brilhante como um verdadeiro comercial de creme dental, falar "bom dia" estilo Doriana sem sal e partir para o abraço. Por que quando precisamos viajar a trabalho levantamos antes do sol raiar? No meu caso a resposta é simples. Porque eu moro 330 km longe de São Paulo.

Quando fui vendedor, desses com lábia e cheio de confiança, às vezes tinha de estar em São Paulo para a Feira Hospitalar de São Paulo.
Você se pergunta: QUE ISSO?
É o que parece. Um lugar imenso, numa cidade imensa, uma imensidão de gente e uma imensidão de aparelhos e coisas de hospital...o tipo de coisa que você nunca espera ver um parente usando. Mas enfim, neste dia eu, o Toppera e o Orfão íamos curtindo a estrada enquanto o Sr. Sonwil dirigia.

Como sempre o cansaço batia no meio da tarde e o desejo de tirar a meia para curtir aquele chulé de sapato social era inevitável!

Lembro bem uma das vezes que na volta paramos numa churrascaria que fica na rodovia voltando para Ribeirão Preto. Para quem viaja já deve ter visto esta churrascaria...chama-se O Gauchão.

Neste dia estávamos pegando muitos quilos de comida e íamos para a mesa esperar a imensidão de carne para fechar o dia com uma bomba cítrica estomacal.
O que você faz quando vai pra mesa? Mira o lugar que vai sentar e boa.

Neste dia, já com a paciência esgotada, sr. Toppera ao chegar perto de sua cadeira avistou Orfão, já com o prato sobre a mesa, indo de encontro com sua bunda à cadeira. Mas não se esqueçam que o Toppera já tira mirado aquela cadeira para sentar. O que ele fez neste meio segundo entre o olhar dele na cadeira o bumbum do Orfão indo em direção ao assento?

Rapidamente sr. Toppera puxou a cadeira pra trás (pausa: estou morrendo de rir só de lembrar...continuando..) e Orfão vai direto com sua bunda para o chão. Neste mesmo momento, muito solidário (tô morrendo de rir ainda só de lembrar), o Toppera ainda solta uma: "Ê, ê...quem vai sentar aqui sou eu."
E sabe o que é pior? O Toppera falou que não foi na maldade. O Orfão ficou dias de cara feia...com razão. E eu? Parei de rir uns 15 dias de depois.
Desde então adoro ir à São Paulo.