1 de dez de 2011

Pagando cuecão na loja!

Que tipo criança você era? Se é que você não é mais criança!
São tantas coisas nesta fase, não é mesmo? Aniversários (com ou sem convidados), dias que voam, dormir na casa de algum amigo, brincar na rua (tudo bem que hoje já não é mais assim) e desesperos que só seu pai ou sua mãe podem proporcionar.

Existe uma coisa igual para todas crianças: a dependência. E isto é uma arma que os pais não se dão conta!
Não estou sendo injusto e nem querendo abrir discussão desnecessária, mas chamar atenção daqueles pais que hoje já não se lembram mais de que passaram por situações 'complicadas' quando crianças.

Nem sei precisar a data, mas lembro-me bem de todas as vezes em que precisava comprar roupa. O fato é que eu nunca ligava pra isso, óbvio! Meus pais simplesmente me levavam ao shopping ou alguma loja e compravam roupas novas pra mim! Bem, isto é a visão por cima e muito geral. O objetivo deste post e deste blog é sempre ir mais a fundo nas emoções e sensações, não?

Vamos lá, então!
Mais especificamente quando eu tinha 10 anos minha mãe me levou ao shopping para comprar calça jeans. Oras, uma criança, não é mesmo? Sim, eu concordo. A primeira coisa que um pai ou uma mãe faz nesta hora é  falar pra vendedora que a calça é para o filho - como se fosse preciso desde que estávamos numa loja para crianças! 

Enfim, após escolhido o modelo a vendedora gentilmente me levou ao provador e coube a mim, sozinho, tirar sua roupa e experimentar a nova peça. Sim, isto é o que se faz. Mas, no meu caso, o que acontecia era um enorme desespero para trocar rapidamente e mostrar para minha mãe. A verdade é que eu queria trocar de roupa em 10 segundos, no máximo, dentro do provador.

Sempre tive esta preocupação e confesso que era muito difícil...impossível...não adiantava!
Eu nunca ia conseguir ficar pronto a ponto da minha mãe abrir aquela porra de provador comigo estando de cueca e a loja inteira me vendo naquela situação!

8 de nov de 2011

Maconheiros de merda

O mundo é cheio de problemas. Na minha modesta opinião, a grande sacada para estes seres que causam problemas é a estupidez de uma parcela da sociedade aceita qualquer tipo de explicação vinda de baderneiros. Felizmente isto caminha para uma visível melhora.

Quando eu matava aula no colégio aceitava tranquilamente que a diretora aplicasse advertências em mim. E isso não me dava o direito de sair reclamando dizendo que ela era uma ditadora. Ela, no seu papel de educadora, simplesmente estava tentando me ensinar. Muito bem diretora. Obrigado!
Uma vez um amiguinho, na cidade de Londrina em 1988, não queria que eu brincasse de esconde-esconde com a turma. Ele queria me bater e foi pra cima de mim.  No auge dos meus cinco anos, agarrei os pulsos dele e comecei a gira-lo...soltei para que se machucasse derrapando no asfalto. Ele ficou berrando, sangrando (de leve) e todos viram que só fui me defender. Minha mãe me deu bronca. Ela queria me ensinar que conversar é melhor. Muito bem. Obrigado mamãe! (Embora minha psicóloga tenha falado que eu tenho agressividade, mas...enfim...).

Em 2011, com 28 anos, eu entendo que minhas ações são, na verdade, frutos da educação - ótima - que recebi. Sou honesto, fiel e bem-humorado. Tudo bem, com uma certa agressividade em alguns pontos, aceito...como, por exemplo, aceitar que um bando de maconheirinhos de MERDA fumem seus baseados do capeta e não aceitem que a polícia os detenham. Aliás, com meus 28 anos eu não aceito que outros maconheirinhos de MERDA invadam a reitoria da universidade para pedir a absolvição dos amiguinhos chapadinhos. Oras...eu sei que existe maconheiro empresário, maconheiro pedreiro, maconheiro tenista, maconheiro vagabundo e maconheiro engraçado...meu problema não é com o ato do consumo, mas com os desgraçados quererem reclamar e ainda ficar gastando dinheiro público quebrando os setores de onde estudam. E pior...querem tirar a polícia de lá pra poder continuar se drogando, roubando, furtando e estuprando. Vocês precisam se fuder maconheiros de merda...vocês deveriam servir de escudo humano pra polícia em operações de invasão nas favelas. VAGABUNDOS. Bando de boyzinhos criados com carro importado e dinheiro do papai pra comprar Absolut pros amigos...vocês precisam é de um Capitão Nascimento em casa.

Se quer fumar não estrague o que não é seu e nem reclame por estar fazendo atos ilícitos.

4 de out de 2011

Repórteres e suas afirmações.

Eu respeito cada tipo de profissão existente. JURO. Entendo a importância do advogado (ou adêvogado para quem ainda não percebeu que o 'd' é mudo), do dentista, do gari e até daquele profissional que ninguém sabe o nome da profissão.

Cada profissão tem a sua importância!

1) O médico sempre pergunta:
- Onde está doendo?

2) O frentista sempre pergunta:
- Gasolina ou álcool?

3) O padeiro sempre pergunta:
- Quantos pães?

Na função de repórter, o jornalista deve fazer perguntas baseando-se numa série de estudos e integrar o entrevistado com seu ouvinte. O grande problema é que existem estes colunistas sociais que pensam que o microfone é uma arma social em suas mãos. Estas espécies pegam o microfone, um operador de câmera com síndrome de Parkinson e um menino de 12 anos pra fazer a abertura do programa. Após isso é só encontrar uma emissora que aceite transmitir seu programa por alguns reais e pronto. A diversão é sua!
Acorde num domingo e tenha o prazer de ver um destes colunistas chegando para o dono de uma festa e o deixando perdido em suas 'perguntas':

Colunista Social para o dono da festa:
- Festa muito bonita, cheia de gente de primeiríííssima num noite maravilhosa!

Após isso, a mula passa o microfone pro entrevistado...e só lhe resta responder o básico:
- Isso mesmo. Muita gente bonita! Ainda bem que São Pedro deu trégua, não é?

Enfim...o único que fez pergunta foi o entrevistado. Quem nem jornalista é!
Socialite, colunista social...enfim, essas pragas não são JORNALISTAS. Ou, se são não prestam para tal.

Não estou afirmando que jornalista só faz pergunta, mas está absurdo já!

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@rudycm

1 de set de 2011

O Grande Show

A grande polêmica é que eu toco guitarra, tenho banda e sempre gostei muito de rock/heavy metal mas nunca fui a shows. Outro ponto importante é que com o passar do tempo fui aderindo outros 'sabores' musicais ao meu leque de opções e hoje ouço muito Dire Straits, Phil Collins, Stereophonics, Rush etc e coisas que fazem as pessoas pensarem que eu sou um astro do rock (brincadeira)!

Embora este exemplo sirva para tantas pessoas com diferentes estilos de vida e preferências musicais, sempre fui perseguido pela massa perseguidora de pessoas perseguidas pela NÃO VONTADE de ir a um show. Fica sempre a pergunta: Por que você não vai em show?
Bem, é muito complicado explicar...simplesmente, até o momento, não achei viável o fato de ficar a km's de distância do palco ouvindo um som extremamente alto e que em apenas alguns pontos é possível identificar os detalhes da música. Eu sei que parece papo de músico chato, mas nem é isso...talvez a explicação exata nem seja esta! São muitos os pontos!

Outro exemplo: Eu sou um fã incondicional de lutas e não fui ao UFC RIO. Bem, já assisti MMA ao vivo na minha cidade e não pude ter replay dos grandes golpes, não pude ter informações completas dos lutadores e vi tudo muito pequeno.

Outro exemplo: Já fui em show! Pequeno, claro. Era o Roupa Nova e o som estava horrível. Já vi o Yamandú Costa, mas este sim estava impecável!

Fato é que as pessoas mudam, as opiniões são alteradas e tudo pode ter uma salvação. Ou, nem que seja uma salvação, você passa a ser flexível em adquirir novas experiências. Dia 24 estarei no Rock in Rio, especialmente pelo convite da minha Nobre Amada! Bom, vai ser um dia extenso, com muitas bandas que vou conhecer por lá. Vou mesmo é para conhecer o agito de um evento gigantesco, a companhia dela e seus parentes e, de quebra, ainda conhecer uma grande banda ao vivo - Red Hot Chili Peppers. Será que vou gostar? Bem, eu acho que sim!

Tudo pode mudar...e pra melhor!

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No dia vai ter Milton Nascimento. Talvez seja o dia do meu primeiro homicídio.

16 de ago de 2011

3 verdades culturais

Sempre percebi as inúmeras formas que as pessoas arrumam para se sair bem de situações constrangedoras. A grande maioria consegue e outras nem tanto. E, para este tanto, algumas dicas para se sair bem quando o assunto é cinema/filmes.

1) O seu filme favorito de ação é uma bosta
Não importa o quanto você vá contra seu moral, diga que Stallone Cobra ou Comando para Matar é uma droga! Estes filmes não vão trazer crédito para você impressionar aquela parcela de gente que prefere esconder seus filmes preferidos. É só para parecer cult.

2) Filmes de heróis são fracos
Outra coisa importante é você usar a frase: nos quadrinhos a história do personagem é muito mais completa e trágica. Ou seja, nem que você tenha se divertido com Iron Man ou Batman, fale que estes filmes ficaram chatos. É muito mais legal parecer que você é desses filmochatos que não entendem que filme é uma versão adaptada e existem aqueles que não sabem da história e também querem assistir o filme. É só para parecer cult.

3) Diretores com nomes espanhóis ou russos são melhores
Nunca...mas nunca mesmo diga Steven Spielberg nesta roda de pessoas cult com cinema/filmes. Este diretor e produtor é um cara que não trabalha o coeficiente do aprendizado e não se importa em fazer filmes de puro entretenimento. Fale nomes estranhos terminados em "L" ou "OV". Só para parecer cult.

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Pronto. Agora você está preparado para parecer o ser mais cult do mundo. E aqui vai uma sugestão que coloca em prática todos os ensinamentos de hoje (É pra você parecer cult. Pode usar a frase se quiser):

"Odeio estes filmes de ação sem crítica alguma à sociedade. Prefiro algo que trabalhe mais os sentidos da alma e do corpo. É por isso que prefiro filmes dirigidos por Stankov Enenko."

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1 de ago de 2011

Dá meu travesseiro!

Sempre tive a impressão de que algumas impressões são só minhas e outras são iguais de muitas pessoas. E o importante desta frase cheia de impressões é o seguinte:
É impressão minha ou quando viajamos a gente percebe que nosso travesseiro é anormal?

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Bom, antes que me perguntem, tirei férias blogueiras em Julho. Como se fosse escola...isso mesmo!

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Sempre tive encanação durante viagens de que não iria dormir bem e isso afetaria meu bom humor no dia seguinte. Durante anos persisti nesta 'filosofia' de vida e mudei...hoje em dia estou livre deste mal e posso afirmar uma coisa: Sim. Existe um travesseiro, sem ser o meu, que também é gostoso e nunca usei.

Baseado neste novo estilo de pensar sobre a vida de viagens, pude conviver melhor com as mudanças que nos traz a vida fora do seu cotidiano. Vamos aos pontos importantes:

CHUVEIRO:
Pode existir um chuveiro mais quente que o seu. E ele pode ser ou não melhor, mas vai limpar aquele suor que escorreu durante o dia bem no meio das suas costas.

TOALHA:
Pode ser menos velha que a sua, mas também vai conseguir sugar todo o excesso d'água que ficará entre os dedos do pé.

SABONETE:
Poderá ou não ter fios e pelos alheios, mas ainda assim é só deixar um tempo debaixo do chuveiro para 'esterilizar' e usar.

PASTA:
Perceba que este item tem um ponto em comum. Sempre tem gente que também aperta a parte debaixo primeiro!

Estas foram algumas dicas de viagem. Agora você pode ir para uma cidadezinha vizinha ou até para a Grécia. Mas uma coisa nunca muda, as roupas precisam ser as próprias!

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@rudycm

4 de jul de 2011

Ideias Mirabolantes

Você sempre será salvo pelos seus pais. Grandes idéias modificam o seu dia e você passa a ser uma pessoa melhor!

Baseado em fatos reais, verídicos e comprovados.

Aos 9 anos, morando numa casa onde minhas manhãs semanais eram agitadas pois estudava de manhã, meus pais viam os três filhos sempre com a mesma rotina matutina: levanta, toma café, volta pra escovar os dentes e vai pra escola. Acontece que, minha casa é um sobrado e toda vez que tomávamos café, precisávamos voltar ao banheiro de cima para escovar os dentes.

Certa vez, querendo facilitar a rotina dos filhos, minha mãe teve uma grande idéia: Comprar escovas de dentes para deixar no lavabo. Assim não teríamos que voltar no banheiro de cima para depois descer novamente. ÓTIMO. A idéia é genial. Coisa de mãe mesmo!

Mas o que eu não contei à mamãe e nem revelei aos meus pais era que meu cabelo tinha a péssima mania de ficar desarrumado, ainda mais depois de acordar, óbvio. Então, peguei meu rico dinheirinho e fui até o mercado perto de casa para comprar um pente e deixar lá no lavabo. Sou ou não um gênio? Tava dando certo! Otimizei o tempo indo de dentes limpos e cabelos menos bagunçados pra ir à escola. O plano era perfeito, até que minha vó descobriu o pente e começou a usar também. De início eu tirava os cabelos brancos, depois ficou um saco fazer isso...simplesmente penteava levemente para os cabelos brancos não ficarem na minha cabeça.

Conclusão: Eu chegava na escola e meus amigos ficavam rindo de mim por conta dos cabelos da minha vó na minha cabeça.

Ainda assim, aprendi que o mundo é feito de boas idéias. Aprendi que a vida, embora idéias sejam mirabolantes, vai pregar peças para você refazer seu plano. E o melhor de tudo, aprendi que é melhor não ligar para alguns detalhes (cabelos da minha vó).

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Siga que eu aviso!
@rudycm

28 de jun de 2011

Ser Juvenil

A juventude é uma fase muito boa, quem nega? Somos motivados, acreditamos que podemos mudar o mundo, inserir novos conceitos e, em grande parte, conseguimos. Isso é ser jovem. Ser juvenil é uma outra história...

Shopping
O jovem estudante disfarçado de vendedor da Abril me pergunta se tenho cartão de crédito. Caso afirme, ganho uma revista e descontos super descolados em assinaturas.
Minha resposta: Não! Só tenho cartão de débito.

Telefone
A vendedora diz que o cartão de crédito vai facilitar minhas compras e que tenho 40 dias para pagar a fatura.
Minha resposta: Já tenho cartão de crédito isento de anuidade.

Telefone (de novo)
O vendedor diz que o plano de celular vai compensar pois o minuto ficará mais barato.
Minha resposta: Minha namorada é de outra operadora e mora em Campinas.

Oficina
Precisa trocar o filtro, velas e limpar bicos.
Minha resposta: Vou trocar de carro.

A questão não é negar tudo, mas saber como dizer 'não' para situações onde a oferta não lhe pareça conveniente. Oferecer o certo e justo é raro e coisa de quem não é juvenil.

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@rudycm

10 de jun de 2011

Francamente, sr. Português - Parte III

Não é fácil entender o português e também não é fácil entender o chinês. São linguagens complexas, muitas regras e geralmente alguém vai ficar de recuperação. FATO.

Tudo bem não saber algumas regras, como os porquês, os demais e de mais, algumas acentuações e até eventuais trocas de s por z...e eu aceito até ouvir 'a dó'!
Eu mesmo sou cheio de cuidados porque não sei muita coisa do português mas o texto abaixo é algo impressionante! É uma pessoa, num fórum do orkut, querendo tirar uma dúvida referente ao jogo "Gears of War 2" do Xbox.

AVISO para crianças: este é um exemplo de como NÃO se fazer.
AVISO para adultos: cuidado, seu filho pode estar assim!
AVISO para professores de português: Vai dizer que não é seu aluno, né?

Lá vai:
"tenhu uma pergunta meia boba mais ai vai nao tem nenhuma comfiguraçao no jogo pra no multiplayer fazer os boneco merrerem mais no tiro quando estao no chao pq quando ele começa a rasteja pode soca bala q eli nao more se se ir pisar na cabeça deli se nao tiver acho q nao essi e o unico defeito do jogo acho muito chato isso"

Alguns destaques do texto do marginalzinho:
• TENHU
• MEIA BOBA (o que é uma meia boba??)
• OS BONECO
• Q ELI
• DELI
• ESSI
• MERREREM (me intriga esta palavra pois o E é distante do O no teclado)

Sério...eu queria colocar umas vírgulas na lista de destaques, mas não achei no texto dele! Você encontrou alguma? Ei...ei...leitor...você está bem? Ah sim, perdeu o ar por conta da falta de vírgulas, né? Respire que no próximo texto eu pego mais leve!

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@rudycm

1 de jun de 2011

Obrigado, tiozinhos!

Pessoas e pessoas em sua plena consciência sabem a verdadeira importância de falar 'obrigado'. Agora, tudo vira um grande problema quando nos deparamos com pessoas que não tem plena consciência ou não aprenderam a importância da palavra aqui exposta - muito obrigado!

Acho, possivelmente, que o povo está retrocedendo. Estão todos andando na direção oposta do crescimento pessoal. Não darei lição de moral e nem colocarei idéias malucas a respeito...simplesmente demonstrarei que em alguns momentos um simples gesto de educação pode fazer diferença.

No estacionamento:
Hoje mesmo tive uma grande prova de que a educação é o forte da nação!
Toda apressadinha, a senhora que estava saindo com seu carro popular do estacionamento olhou gentilmente para mim, como se estivesse dando passagem para que atravessasse sua frente, e acelerou. Seu carro passou firmemente pela poça d'água na sarjeta e espirrou água em quem estava por perto.
Feelings: Muito obrigado, tiazinha! Se você estiver lendo isso aqui, saiba que você é uma velha muito feia. Desejo que o seu remédio esteja vencido e você passe mal.

Na farmácia:
"Olá, precisa de ajuda?". É...a farmacêutica foi muito gentil. Mas seu cliente estava apressado. Ele queria é pegar seu remédio e sair correndo sabe-se lá o porquê. Que seja! Depois de ser atendido, dirigiu-se ao caixa e logo após fiz o pagamento do anti-ácido que comprei. O apressadinho voltou pois esquecera a chave do carro no balcão. GENTILMENTE peguei e entreguei para ele. Enfim...ganhei só um olhar de 'como sou esquecido'.
Feelings: Tiozinho, se você estiver lendo isso aqui, quero que seu carro exploda e a sua mulher tenha preparado uma surpresinha bem desagradável quando você chegar em casa.

Na loja de instrumentos musicais
'Não temos estas peças.' Disse a vendedora pra mim. Tá bom né, retruquei com um 'muito obrigado' e ela me olhou do tipo 'get out here'
Feelings: Da próxima vez eu faço o favor de entrar na sua loja, moça. Eu desejo que sua maquiagem apodreça e te dê espinhas!

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Twitter é @rudycm

24 de mai de 2011

A saga dos ovos

Muitos sabem da minha saga com os supermercados, mas a verdade é que existe um limiar entre esperança/realidade neste recinto. E é isso que torna a minha experiência em supermercado cada vez mais alucinada.

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É óbvio que é uma história real! E eu sou um mero coadjuvante. Acredite!

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Depois de chegar tarde da noite na casa da minha nobre amada, num certo domingo, resolvemos passar no supermercado para fazer as honras ao estômago. E lá vamos nós para mais um funny moment no Pão de Açúcar. Sim, é o supermercado onde a trilha sonora é modern jazz e as comidas refrigeradas estão sempre com orvalhos que só aparecem em comercial de televisão!

Feito a seleção desejada ela pediu para que eu fizesse omelete - PAUSA PARA O MOMENTO APRENDIZ: Há classificação de "omelete" tanto como substantivo feminino como masculino DESPAUSA - e aceitei de cara. O MEU omelete (pois prefiro no modo masculino) é recheado com queijo, peito de peru, um toque de sal que só eu sei a medida e orégano.
O que precisávamos fazer? Comprar os ovos! E nós compramos? Sim. Até mesmo porque esta história tem um protagonista: o ovo.

Depois de ficarmos confabulando entre as opções com 12, 6, e 3 ovos resolvemos que levaríamos a de 6 unidades. Muito bem...eu estava no supermercado dos ricos de Campinas e nada poderia dar errado. Era só pegar a embalagem, levar pra casa e agradar a moça que tanto me acompanha pelas aventuras da vida!

Chegando no carro para colocar as compras no porta-malas percebemos um senhor com cara de texas country olhando para nós. Imediatamente, diante deste momento percebi o cheiro que estava no local. Logo comecei a pensar o porquê do senhor soltar seus peidinhos em nossa presença. Até o momento que entramos no carro, fomos para o apartamento sentindo o mesmo cheiro e pensamos que a cidade de Campinas estava apodrecendo. Enfim, pegamos as compras pensando que o mundo inteiro estava simplesmente FEDENDO. Chegando no apartamento, já com vontade de descobrir a razão do mau cheiro, apesar da minha nobre amada ter falado do ovo, resolvi tirar a prova. Colocamos as compras em cima da mesa e comecei a passar o meu aguçado nariz sobre o leite, manteiga e...bom, devo admitir o tamanho da minha ignorância neste segundo. É óbvio que se tem alguma coisa estragada cheirando mal a ponto de estar incomodando até os vizinhos, qual a razão de respirar fundo dentro das sacolas? Pois é...quando cheguei na sacola dos ovos a minha pressão caiu, a vontade de vomitar ficou contida na garganta e lá vai o Rudy em sua nova saga: Comprar mais ovos no Pão de Açúcar para agradar a nobre amada.

O mais legal é que depois disso tive a noção que preciso ficar cheirando a embalagem dos ovos antes de comprar. Imagine a cena para quem está assistindo isso!

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Twittando com dois t's em @rudycm
Só não falo o Facebook porque deve ter pouco Rudy Mateus no mundo.

10 de mai de 2011

A coragem infantil

Eu nunca fui totalmente de Ribeirão Preto. Nasci em Curitiba e logo depois fui para Londrina, onde minha memória começou a realmente funcionar. Funcionou tanto que tem uma cena que ficou eternamente na minha mente.

Nos dias quentes de Londrina meus pais levavam eu e meus irmãos até a AABB. Para quem não sabe, é a Associação Atlética do Banco do Brasil - um clube para quem é funcionário. Lá, como em todos os clubes, tem muitas piscinas, local para refeições, pessoas tomando banho de sol e, naquele dia, meu irmão me encorajando para pular do trampolim. Não me lembro ao certo, mas nem era uma super altura. Para uma criança com uns 4 ou 5 anos era um precipício!

Sempre relutante em pular mesmo com minhas bóias, meu irmão continuava a encorajar...mas eu não pulava. Eu chegava até o limite do trampolim, mas nada! Enfim, desci e fui brincar na piscina com minhas bóias e, de preferência, bem perto da minha mãe. Fiquei observando de longe meus irmãos pulando e se divertindo.

Determinada hora o movimento estava baixo e ninguém no trampolim. Era a hora certa de uma criança indefesa pular do trampolim, afinal...por que passar vergonha com todos olhando?
Caminhei rapidamente para não queimar meu pé no chão quente, subi a escada, olhei pra baixo, respirei e PULEI. Enquanto eu sentia orgulho de mim mesmo também sentia a minha bóia saindo do meu braço direito por conta da pressão da queda na água. Só a bóia do braço esquerdo que ficou intacta no braço. Comecei a me debater desesperadamente e gritar pela minha mãe que, em total calma, foi até a cabeceira da piscina e foi nadando como um salva-vidas em minha direção. Lembro até das braçadas e batidas de pernas bem sincronizadas com as raias que desenham o chão da piscina. Salvo pela mamãe!

Até hoje penso: Por que ela não pulou direto no fundo onde eu estava me afogando?

3 de mai de 2011

Sabedoria é pra quem pode

Neste exato dia eu estava na 5ª série. Era aula de geografia e a turma toda estava em ambiente novo. Naquele dia, já no segundo bimestre, a diretora nos mudou de sala pois a escola estava passando por reforma. Um acontecimento que mudou muitas mentes!

Lembro-me bem que naquele ano eu era um bom aluno. Cultivava boas notas e não precisa esconder o boletim dos meus pais.

No dia em questão fazia sol, a luz penetrava pela janela mas não conseguia passar totalmente pela cortina branca. Isto era bom pois deixava a sala mais iluminada sem ofuscar. Era aula de Geografia e a professora Lúcia conduzia o saber até nossas mentes. A Vannessa, que era repetente, fofinha e figura carimbada da classe estava reluzente no seu saber. Acho que ela estava até mais brilhante que o sol nas cortinas brancas! Com certeza a mudança de sala a deixou mais confiante.

Durante a aula a professora estava testando o conhecimento fazendo perguntas não muito difíceis. E, na verdade...não eram difíceis. A Vannessa era...bem, deixa pra lá.

Num determinado momento a professora perguntou quem sabia o que era mais leve: a água doce ou a salgada?

A Vannessa resolveu aplicar a sua sabedoria e respondeu rapidamente:
- Água salgada, professora.

Depois de ser elogiada a professora ainda perguntou o porquê, e convenhamos, aí já era muito pra ela. Sem pestanejar a Vannessa mandou bem alto pois estava confiante:
- Ah...porque tem navio, baleia, peixe..

A CLASSE MORREU DE RIR. Ela falou com propriedade. Achou que estava certa!

E a partir disso minha vida mudou. Hoje tenho quase 30 anos e levo uma experiência pra casa: Tenha convicção. É isso que te faz um homem completo.

14 de abr de 2011

Sem sal e sem mel

Hoje é mais uma daqueles textos que no final você vai me julgar um imbecil ou dizer que sou politicamente correto e não aproveito a vida. Mas, só para constar, é o que sempre ouvi por toda a vida. São palavras infrutíferas em sua grande proporção. Sou destas pessoas que podem ser moldadas a partir de opiniões alheias, mas que se mostrem de forma realmente consciente e construtiva.

Quando comecei nesta vida de amores e me atirar neste mar cheio de riscos e transformações o termo FICAR ainda era um lançamento. Na verdade pouco se sabia sobre isso. Com o passar dos dias virou algo comunitário...para mim é insípido.

Ando observando que isto trouxe à tona uma legião de pessoas solitárias. Ficar por ficar formou pessoas que não conhecem o gosto do seu parceiro. Não sabem o que gostam de ouvir, de assistir, comer e nem qual o desenho preferido na infância. A profundidade numa relação não provoca mais o interesse e sim a incoerência. Por que ser profundo num mundo onde ninguém é de ninguém?

Destes não se tira o gosto de viver pequenas aventuras. Inválidas. Dirão para sempre que foi muito bom enquanto durou...no máximo 10 ou 20 dias. Não tentam, não arriscam e não sabem o gosto de se ter alguém que sabe o que você gosta de ouvir, assistir, comer e o seu desenho preferido. Não entendem que o melhor é ganhar a omitir.

Ficar é bom? Sim. Para conhecer bem. São atos dotados de doses casuais e que podem mostrar quem as pessoas são. Mas a verdade é que não fazem mais isso. Ficar por ficar é a intensidade máxima daqueles que não presenteiam a si mesmos. Este tem medo de se encontrar no outro. Pretendem não conhecer detalhes. Jamais terão uma indescritível vida regrada de temperos que não poderão experimentar. Estes esqueceram que a falta de interesse e o medo de viver o que é pra ser bom, na verdade, é um retrato do seu próprio espírito.

Aprofunde-se. Vida com quem lhe interessa. Dê o seu interesse de presente e veja que receberá muito mais em troca. Sexo bom é só com quem você conhece muito bem.

5 de abr de 2011

Milionário pega fila?

Como já sabemos e concordamos, ir ao mercado é uma tarefa difícil e você sempre torce para que ninguém tenha a mesma idéia que a sua: ir ao mercado no sábado por volta das 11h da manhã.

No último sábado lá fui eu numa das minhas peregrinações semanais ao mercado. Já com vontade de voltar antes de chegar, comentei com a minha nobre amada que iria no Pão de Açúcar pois estava perto de onde estávamos passando. Antes mesmo de entrar eu já estava com cinco terços na mão, três estátuas de Maria debaixo do braço e pedindo pra São Longuinho não lotar o mercado, assim eu daria 75 mega pulos em cima de cacos de vidro.

Ela, toda independente em mercado, não estava muito incomodada com o desafio que estava por vir.

Logo que estacionei o carro no piso superior peguei um dos maiores elevadores que já vi! Na hora pensei que era para caber os carrinhos cheios de compras, óbvio. Que era exatamente a minha preocupação! Já pensou vários carrinhos dentro dos elevadores e eu todo suado e cheio de compras para carregar também? Coloque-se no meu lugar. Ou ainda pior; ficar esperando a fila do elevador com suas compras!

Assim que cheguei no mercado propriamente dito, tive uma sensação de paz espiritual instantânea. Parece que meus terços funcionaram. As estátuas de Maria foram generosas comigo. São Longuinho já estava quebrando garrafas pra eu cumprir minha promessa!
Na verdade eu me senti um milionário no Pão de Açúcar! Lá é tudo separadinho por gôndolas em cores leves, as frutas cheiram a sítio de rico, os frios são embalados com plástico de seda e as pessoas são sorridentes com seus carros importados de tanque cheio!

Isso tudo me fez uma pessoa superior na hora. Pelo menos naquele segundo eu era um deles! O mais impressionante é o fundo musical do Pão de Açúcar...peraí, Pão de Açúcar não! PÃO DE AÇÚCAR. Agora sim! Maiúsculas!
Não era sertanojo universitário, não era funk carioca e nem axé...era Free Jazz. Onde você compra Filé Mignon ouvindo Free Jazz se achando dono de carro importado? Só no PÃO DE AÇÚCAR.

"Pão de Açúcar - Muito mais por você!"
Eu gostaria de trabalhar nas campanhas publicitárias do Pão de Açúcar e fazer estes slogans clichês que os ricos tanto gostam!

O legal é que, de novo, fiz a contagem de produtos e tinha mais que 10 ítens no carrinho, ou seja, não poderia ir pro caixa rápido...mas, como uma dádiva dos ceús, olhei para o lado e tinha "Caixa Rápido - até 20 volumes". Tinha caixa até 10 e até 20 volumes!

Eu quero ser milionário.

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Twittando em @rudycm

30 de mar de 2011

Meu querido KLIN

Geralmente crianças de 11 anos já sabem bem o que fazem e mal entendem a seriedade que é ser adulto. É uma época que as preocupações são as aulas de matemáticas, as regras do português e, hoje em dia, administrar bem o orkut.

Quando tinha esta idade eu ainda era uma menino bom na escola. Era muito obediente, tirava boas notas em Ensino Religioso (matéria a qual nunca existiu mas tinha no boletim) e não recebia os famosos "Entrevista com os pais". Aliás, sempre me chamou atenção este "Entrevista com os pais" que tinha no boletim caso você fosse bagunceiro...por anos meus pais sofreram com isso, coitados! Mas isto é uma outra história.

O fato é que algum dia da semana, na 5ª série, cantávamos o Hino Nacional. Era uma hora muito querida pois era sempre no fim das aulas. Cantar o Hino Nacional era sinal de que o almoço estava perto. Ficávamos em pé, enfileirados, cantávamos mais ou menos certo (como muitos até hoje) e íamos embora felizes e sorridentes.

Em particular lembro de uma vez que o aluno Eduvardo Grespan estava de tênis novo. Era um KLIN e naqueles anos era considerado tênis de crianças mais novas.

Os mais bagunceiros já estavam zuando com ele desde o início das aulas e eu só observando. Confesso que estava achando muito engraçado, pois o Eduvardo Grespan estava ficando sem jeito - verdade seja dita: este cara era um demônio...acho que até as professoras estavam gostando.

Quando deu sinal para cantarmos o Hino todos se levantaram e foram a frente do Eduardo. O Brundo, o chefe das humilhações com o Eduvardo, colocou as mãos para trás em posição de respeito e, enquanto cantava, ficava abrindo as mãos para que o Eduvardo pudesse ler os escritos à caneta na mão do Brundo: "KLIN KLIN KLIN KLIN".

Todo mundo morreu de rir porque é uma coisa completamente non sense fazer isso enquanto se cantava o Hino Nacional. Acho que o Brundo esperava que o tênis do Eduvardo fosse um M2000 ou um Dharma! Coitado.

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21 de mar de 2011

Dia dos namorados: sentimentalismo idio...

Dia dos namorados é uma data especial que não é nem um pouco especial pra mim. Como se sabe, é um data criada para intermediar a baixa que o comércio ($$$) tem entre dia das mães e dia dos pais. Eu tenho tanta raiva que tô escrevendo muito antes!

Mas, para as namoradas sentimentais, é uma data em que o amor precisa ser celebrado, palavras melosas ditas ao coração e beijo com gosto de paixão. É o dia que o humor está aflorado e os motéis estão lotados. As pizzarias até poderiam fazer suas massas em forma de coração pois seriam bem aceitas.

Eu gosto das ações de marketing e publicidade neste dia!
Celular entra em promoção e você ganha mais um se assinar um determinado plano. Ótimo. Jóias ficam com preços especiais - brinco com pedras verdes das águas do Pacífico pela bagatela de 5x de R$ 150,00. Muito bom. Combo calça + blusa por simples R$ 400,00. Perfeito.

Você pode pensar que minha opinião é injusta, infundada e quer me desqualificar. Tudo bem, eu entendo. Mas ainda não acabou! A espécie que eu mais odeio é o namorado que quer muito agradar sua amada e fica comprando absurdos em troca de S alguma E coisa X que bem O sabemos.
O pior é quando compra um urso de pelúcia gigante pra namorada. Putz...o que ela vai fazer com isso além de juntar pó? O pior é que se terminar o namoro vai dar maior trabalho pra jogar fora. E quando na maior pressa pra comprar algo de última hora chega um presente mal escolhido?

Insensível? Não. Polêmico? Talvez. Eu não acho que passar em branco é o certo mas penso que é preciso celebrar isso mais vezes ao ano sem ser influenciado pelo consumismo momentâneo e ser verdadeiro.

16 de mar de 2011

Como uma onda no mar

Salve-se quem puder!

A terra está tremendo, está vindo um puta onda gigante ao seu encontro e a fábrica de energia nuclear está vazando. A partir de agora o seu aquário vai ter água original para seu peixe, sua pele vai ficar descascando e seu olho vai mudar de cor por conta da radioatividade.

Se morar em sobrado, vai passar para térreo. Se for térreo vai passar a ser casa de mentirinha.

Seu cachorro, que já era manco, vai passar a usar as patas pra remar e seu canário vai sair voando com a gaiola e tudo de tanto medo! Não vai sobrar roupa, comida e nada do que você comprou com muito suor...mas as contas....vão embora também. É só ligar no credor e dizer que mais cedo ou mais tarde a onda chegará na empresa dele - com conta e tudo mais.

A Sandra Annenberg e o Evaristo vão ficar dizendo que o choro dos japoneses são contidos. O Fantástico vai ficar ligando para seus correspondentes que mostram cenas gravadas de um celular.

E no Brasil? Bom, no Brasil tem motorista que atropela ciclistas e diz que está dodói. Eitaaaaaa!

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Recomendação das boas: O Cinegrafista Amador

Quer saber quando tem texto novo? Twitter: @rudycm

10 de mar de 2011

Moleque de barro

Como é gostoso fazer parte de um acontecimento memorável! Se você é escolhido por uma entidade para estar na hora certa e no dia exato, ótimo...viva intensamente o momento e não sinta vergonha de ser ridículo.

Baseado em fatos reais:

Quão divertido são os dias quando estou com minha nobre amada! Não importa o dia, a hora e o lugar, vai acontecer alguma coisa estranha. FATO!

Estávamos no sítio da família dela, friozinho, muito barro e comida boa no fogão. Ao acordar a mãe dela preparava pão na chapa e tomávamos leite enquanto olhávamos para as árvores que dançavam pra lá e pra cá com o ventinho matutino. Tudo muito dentro das conformidades...da normalidade.

Certa hora o pai dela nos convidou para ir até um sítio mais ou menos perto para comprar queijo fresco. E lá fomos de carro eu, ela, o pai e o irmão. Muito barro, pedras que surpreendem qualquer amortecedor...estávamos indo em direção ao fabricante de queijo mais conhecido daquele local.

Ao chegar encontramos até o Papa...menos sr. Urbano - o tal fabricante de queijo. Tudo bem! Havia pessoas dispostas a nos ajudar e que fariam o mesmo que o tal sr. Urbano...vender queijo.

Era um sítio legal, com barro, água e...um moleque. Pronto. Isso já basta para dar um ar da graça na história. O que você espera de um moleque que ao se encontrar com uma poça d'água marrom nem se dá ao trabalho de desviar? Que simplesmente pisa descalço como se o chão estivesse seco. Aliás, bem diferente de mim e da nobre amada que, a esta altura, estávamos nos esquivando de todas as poças.

Enfim, ao chegar no galpão onde os queijos são fabricados, obviamente sem a presença do sr. Urbano e sim por outra pessoa, a nossa felicidade foi contemplada com a presença de dois filhotes de pastor-alemão.

Eu adoro cães. De início deixei que eles me cheirassem. Enquanto eu fazia esta ação de 'amizade canina' meu sogro negociava o queijo e a nobre amada junto com seu irmão comentavam como os cães eram bonitinhos.

Na sequência veio o mesmo moleque com seus pés cheios de lama e, talvez para fazer graça, começou a atiçar os cãezinhos a ponto de deixá-los como se estivessem injetado adrenalina na veia. Como todos sabemos, qual a brincadeira preferidas de pequenos cães? Dar pequenas mordidas com seus dentes pequenos e afiados enquanto ficam pulando para rasgar sua camiseta.

O moleque tanto provocou que ficou assustado com o nível de adrenalina que gerou nos pequenos cães. Simplesmente começou a ficar desesperado e a compra do queijo estava indo por água abaixo por conta da sua gritaria de medo. Como ninguém o amparou no medo ele veio pra cima de mim (NÃO SEI O PORQUÊ) e agarrou na minha blusa de frio pela cintura. Enquanto os cães tentavam morder ele começou a girar em volta de mim com as mãos agarradas na minha blusa. Detalhe: Comecei a girar junto pois eu queria minha blusa intacta. Só que tudo tem um preço...ele, numa dessas 20 giradas em torno do mesmo eixo que demos, pisou no meu pé e me deixou sujo de lama.

Segundo o Michaelis MOLEQUE significa 'menino travesso'.

Cheguei a conclusão que não existe hora certa e dia certo. Existe moleque errado na hora certa!

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Twitter: @rudycm

1 de mar de 2011

Olá, meu nome é Rudy.

Prazer! Meu nome é Rudy, sou publicitário, 28 anos e quero ser seu amigo. Leia meu perfil e veja quem eu sou. Gosto de strogonoff, não entendo de eletrônica e pratico boxe.

No aspecto identidade é óbvio dizer que cada um tem a sua. Cada um faz, age, pensa e diz o que quiser. Independente do acervo intelectual todos possuem opiniões e formas de expressão. A seletividade de opinião e gosto é muito diversificada. É por isso que com o passar do tempo descobrimos quem é para sempre na vida, quem está só de passagem e quem não merece nem um "Adicionar como amigo" no orkut, facebook etc!

Uma coisa que tem tomado uma grande importância é o seu "eu" nas mídas sociais. A moda agora é julgar o intelectual pelo orkut, twitter, facebook, blogger e por aí vai a imensa lista destes dispositivos eletrônicos.

Se você é legal, seu perfil é completo e cheio de informações. Se você é mais ou menos, quem sabe você coloca a cidade onde nasceu. Agora, se você é muito chato, vai colocar só a foto 3x4 e responder mensagens a cada 2 semanas. Esse é o método de se julgar 'pessoas eletrônicas'.

Comecei a perceber que tem pessoas que estão ficando eletrônicas. Elas agem como se o mundo fosse um facebook ou um orkut gigante! Não vou dar discurso de quem é contra pois sou a favor das redes sociais e as uso com frequência. Mas não estou me esquecendo de quem eu sou, de onde pertenço, de quem não preciso ficar adicionando como amigo e quem eu posso ficar conversando horas e horas sem medo de ser mal interpretado. Na boa, não gosto de gente com malícia eletrônica, mas isso é pra outro post.

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Abaixo está um vídeo muito interessante com dados e informações sobre redes sociais. Existe celebridade com número de seguidores maior do que a população de alguns países. Vale a pena!



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Eu aviso quando tem post novo e não cobro por este serviço. É só adicionar: @rudycm

23 de fev de 2011

Voe com sua asa delta!

Depois do polêmico post sobre moto-táxi e cartões de visita - http://rudyfaz.blogspot.com/2010/07/aventura-juvenil.html - eu comecei a acreditar que os banheiros de lugares públicos me perseguem. Se não perseguem querem dizer algo...e se não é nenhuma dessas coisas eu sou uma espécie de imã para coisas estranhas relacionadas a este recinto.

Em 2010 aconteceu outro fato interessante. Desta vez eu não estava diretamente envolvido, fui apenas um coadjuvante.

Levantei na madrugada, tomei meu leite puro e um pedaço de pão para suportar bem três horas e meia de viagem. Logo que o Nolan passou em casa para cairmos na estrada ficamos apreensivos com o longo dia que teríamos. Mas, fazer o quê? Trabalho é trabalho e lá vamos nós.

Durante o caminho, Nolan e eu, ambos querendo driblar o sono de uma viagem na madrugada, fomos conversando sobre assuntos diversos, ouvindo música etc. Nada faria com que nossa viagem ficasse chata e perturbante pois estávamos indo em direção a uma cidade cheia de gente, carros, trânsito louco e vias de acesso que se dividem e depois se juntam sem qualquer motivo aparente.

Chegando em um destes postos de conveniência que cobram 50% a mais do valor da mercadoria - mais conhecido como GRAAL - fizemos uma parada rápida para esvaziar a água em excesso no corpo, esticar as pernas...enfim, fomos pro banheiro. A esta altura estávamos cansados por conta do pouco tempo de sono e da viagem ligeiramente longa.

Chegando perto banheiro já vou me preparando. Vou já dando aquela respirada, soltando a barriga, afrouxando a calça e...PAUSA. Ao entrar no banheiro tivemos a maior surpresa!

Como quem não quer nada um senhor de idade já avançada soltou a barriga e afroxou a calça muito mais que eu. Enquanto eu ia entrando e percebendo a cena, o Nolan já me deu aquela olhada de 'que que é isso?'.
Simplesmente o velho resolveu baixar as calças até o chão, soltar aquele barrigão, dar aquela mijada (linguagem vulgar mesmo!) e ainda ficar olhando pra trás para ver quem estava entrando no banheiro. A cena toda não se resume a um velho gordo mijando todo à vontade e olhando pros outros. O importante é que a cueca dele era asa-delta azul piscina desbotada.

Neste segundo, ao chegar no meu mictório querido, eu simplesmente desviei o olhar para que a minha mira não ficasse comprometida e molhasse o chão do banheiro de tanto que eu ri. Aliás, foi o dia inteiro rindo de uma cueca asa-delta.

O mundo em crise, as pessoas fazendo correria no trabalho, os juros subindo e o velho, na maior, só de asa-delta tirando uma água do joelho como se o mundo fosse a coisa mais perfeita!

Moral da história: Quando seu chefe mandar você viajar, vá de asa delta que o dia fica muito melhor!

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18 de fev de 2011

Francamente, sr. Português - Parte II

Às vezes minha mente insana me leva a lugares jamais conquistados. Às vezes ela me leva a lugar algum e outras me faz pensar em coisas esquisitas.

O português (língua) é muito complexo. Mas o português (pessoa) também.

Eu fico pensando nas palavras com grafia parecida ou som semelhante e fico horas fazendo comparações toscas. Este negócio de parônimos e homônimos é muito interessante! Pensando nisto e no exemplo do português (língua e pessoa), resolvi buscar alguns exemplos para escrever aqui (é o tipo de coisa que me faz pensar muito tempo):

1. Barata
Nunca dá pra saber se está falando de algo com preço baixo ou do inseto.
Ex: Que barata!
Obs: Se você tem fobia, corra. Se você é consumista, pegue o cartão de crédito.

2. Manga
Eu acho que esta palavra deveria ser abolida em um dos casos! Pra mim é fruta. Só.
Ex: Que manga bonita!
Obs: Da minha camiseta ou a fruta?
Mais importante ainda: "Vai dar pano pra manga". Neste caso eu nunca sei qual manga eu devo levar em consideração!

3. Banco
Se você é vagabundo, pensa no banco da praça. Se você é trabalhador, pensa no dinheiro.
Ex: Não gosto daquele banco!
Obs: Banco é de dinheiro e pronto. Praça é coisa de velho. Ponto final.

Seja lá qual for o uso, podemos entrar em várias furadas por conta do pensamento criativo-construtivo. Eu gosto de pensar, por exemplo, que se mudarmos apenas uma letra de alguma palavra podemos altera-la completamente. Exemplo: Sal - Mal - Tal, e por aí vai.

São inúmeros exemplos que usamos durante o dia. É só perceber.
Pronto, passei minha loucura adiante!

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16 de fev de 2011

Operação Mercado - um mundo mágico.

Mercado, supermercado e hipermercado são coisas que adoramos quando temos muita fome, louvamos quando tem picanha barata e odiamos quanto todo mundo decide fazer compras aos sábados perto da hora do almoço. Se pensarmos com muita calma era pra ser um horário em que as pessoas estão almoçando ou se preparando para ir a um restaurante ou coisa assim. Mas, enfim...é sempre muito bom os prazeres que um mercado pode oferecer.

Para começar, vamos onde ninguém tem certeza se o produto é bom ou ruim: Parte de verduras, legumes e frutas.
Uma coisa é fato nestas horas, que é a vontade de ter sua própria plantação. O tomate estará sempre cheio de buracos, a banana cheio de pontos escuros e a laranja é uma incógnita...estará doce se o senhor do céu quiser ou ruim se o senhor do céu quiser. Não adianta reclamar...e isso são só alguns exemplos!

Aí você vai na parte de leite. Ô maravilha! Se quiser um preço mais em conta, adivinhe: NUNCA tem preço. Só parmalat e essas mais famosas...ou pior ainda, uma invenção do Carrefour: Vai ter preço nos leites que são de fabricação do próprio mercado.

Quando você acha que a pegadinha acabou, você chega na parte que tem doces. Se você levantou com aquela vontade de agradar a sua nobre amada, vai perceber que o dono do mercado percebeu isso e quer agir contra! Caixa de bombons Lacta: R$ 7,90. É sério..alguns mercados acham que o concorrente principal é o Graal, onde você só pode pegar o que realmente precisa numa viagem e pedir pra financiar o pagamento em 15x.

Aí sim! A parte mais legal: Limpeza. Especifícamente onde tem papel higiênico. Esta é a parte onde a sua merda vale mais que muito dinheiro. É um monte de gente querendo ver qual papel dá mais conta de limpar o...digamos...'excesso'. É uma área onde é tudo muito cheiroso e bem diferente da realidade que o papel higiênico vai enfrentar em sua vida futura.

Quando chegar no caixa, depois de ver que sua compra excedeu a quantidade máxima para o caixa rápido, vai ver que o mundo é muito mais caro do que se imagina; Qualquer comprinha besta chega, pelo menos, ao valor de R$ 100,00.

Preciso ganhar muito dinheiro. Preciso ficar rico. Preciso vender muito papel higiênico!

11 de fev de 2011

Contos de uma viagem feliz!

Quando se viaja a trabalho você precisa levantar cheio de disposição, sorriso brilhante como um verdadeiro comercial de creme dental, falar "bom dia" estilo Doriana sem sal e partir para o abraço. Por que quando precisamos viajar a trabalho levantamos antes do sol raiar? No meu caso a resposta é simples. Porque eu moro 330 km longe de São Paulo.

Quando fui vendedor, desses com lábia e cheio de confiança, às vezes tinha de estar em São Paulo para a Feira Hospitalar de São Paulo.
Você se pergunta: QUE ISSO?
É o que parece. Um lugar imenso, numa cidade imensa, uma imensidão de gente e uma imensidão de aparelhos e coisas de hospital...o tipo de coisa que você nunca espera ver um parente usando. Mas enfim, neste dia eu, o Toppera e o Orfão íamos curtindo a estrada enquanto o Sr. Sonwil dirigia.

Como sempre o cansaço batia no meio da tarde e o desejo de tirar a meia para curtir aquele chulé de sapato social era inevitável!

Lembro bem uma das vezes que na volta paramos numa churrascaria que fica na rodovia voltando para Ribeirão Preto. Para quem viaja já deve ter visto esta churrascaria...chama-se O Gauchão.

Neste dia estávamos pegando muitos quilos de comida e íamos para a mesa esperar a imensidão de carne para fechar o dia com uma bomba cítrica estomacal.
O que você faz quando vai pra mesa? Mira o lugar que vai sentar e boa.

Neste dia, já com a paciência esgotada, sr. Toppera ao chegar perto de sua cadeira avistou Orfão, já com o prato sobre a mesa, indo de encontro com sua bunda à cadeira. Mas não se esqueçam que o Toppera já tira mirado aquela cadeira para sentar. O que ele fez neste meio segundo entre o olhar dele na cadeira o bumbum do Orfão indo em direção ao assento?

Rapidamente sr. Toppera puxou a cadeira pra trás (pausa: estou morrendo de rir só de lembrar...continuando..) e Orfão vai direto com sua bunda para o chão. Neste mesmo momento, muito solidário (tô morrendo de rir ainda só de lembrar), o Toppera ainda solta uma: "Ê, ê...quem vai sentar aqui sou eu."
E sabe o que é pior? O Toppera falou que não foi na maldade. O Orfão ficou dias de cara feia...com razão. E eu? Parei de rir uns 15 dias de depois.
Desde então adoro ir à São Paulo.

4 de fev de 2011

Sutileza

Eu já fui "Consultor de Negócios". Não foi da Jequiti e nem da Avon...mas de uma empresa aqui de Ribeirão Preto chamada Inter CTI.

Entrei lá com meus quase 19 anos por indicação de um amigo que trabalhava lá e aí começou a saga 'Rudy na Inter CTI'. Por quase 3 anos lá fiquei e por quase 3 era feliz e não sabia! Além da novidade, pois o trabalho era com aparelho médico-hospitalar (desses que você não quer ver um parente seu usando), eu tive uma linha de aprendizado muito grande...comecei fazendo serviços de banco e fui fazendo escala até ser Consultor de Neg...digo, vendedor.

A grande verdade é que eu, o Toppera e o Órfão passávamos o dia rezando para que o nosso patrão ficasse bravo. Pode parecer estranho, mas é que nosso chefe era um amor de pessoa com a gente e era um estúpido sem noção com sua sócia - que é sua esposa.
O quanto ele era nervoso? Bom, ele já era de idade nesta época, infartos e a voz mais potente do mundo quando estava em estado de IRA.

Baseado em fatos reais:

Antes de tudo eu quero deixar claro a minha opinião: Gosto de pessoas práticas e que resolvem os problemas com um simples toque de sutiliza.

Era um dia qualquer e, como a empresa atuava no ramo da saúde, recebíamos várias ligações de renomados médicos da região. Por um motivo qualquer aquele dia estava para acontecer alguma coisa...
A Dale (mulher do patrão) estava encucada em dar um telefonema para avisar dois médicos sobre alguma coisa importante. Oras...uma mulher em dúvida...o que pode ser mais complicado?

De repente, ela entra na sala do patrão e começa a falar desesperadamente:
ELA: - O que...devo...fazer...lig..ligar pra qual primeiro? Eu preciso ligar...eu vou ligar pra quem primeiro? Hã?? Hã??
(Ela falou isso num processo de repetição 15x maior)

ELE: - Pra quem você acha importante ligar primeiro?

ELA: - Pro doutor Almeida.

ELE (aos 150 decibéis e 1500 watts de potência RMS): - ENTÃO PORQUE TÁ ME PERGUNTANDO??????????????????

Moral da história: Não pergunte o que já sabe. (coisa de mulher mesmo)

28 de jan de 2011

Seja feliz e felis!

Por que nós gostamos de coisas que dão vergonha e ao mesmo tempo é embaraçoso para quem sofre a ação?

O natal de 2008 se aproximava e eu estava trabalhando numa empresa muito grande. Dessas que você esquece o nome de um funcionário que vê todo dia. Importante: Você vê, mas não sabe quem é, de onde vem e nem o que faz.

Como todo natal, todos estavam com espírito natalino aflorado. Enfim, todo mundo era amigo, todos desejam que o natal tivesse muita comida, sorriso estampado etc. O natal é legal mesmo. É uma data que o seu pior inimigo deseja menos mal pra você!

Nesta querida empresa eu fazia parte de uma sala com pessoas de funções diversas. Fato este que me permitiu conhecer gente que eu pensava não ter muita importância para o fluxo de trabalho...engano meu! Nesta querida empresa eu fiz amizade com todos da minha sala e, muito importante dizer, quando eu estava quieto todos estranhavam...tamanho era a minha hiperatividade! Eu sempre ficava brincando com alguém, dizendo besteiras e tal. Mas eu não era o único. O Branquelo, que também era marketeiro, participava ativamente das atividades que eu desenvolvia naquela sala! Compartilhava histórias e besteiras também. Era um departamento feliz e que produzia trabalho com bom humor.

Perto do natal de 2008 estávamos em uma conferência por skype - para que não sabe, é uma janelinha de chat com vários participantes. É claro que todos os participantes eram funcionários, óbvio.
Até que um deles, o Mr. Wood, resolveu, com toda sua bondade e fraternidade, enviar uma mensagem de puro amor e compaixão a todos os participantes da conferência.
Oras...tinha eu e o Branquelo na conferência. Cuidado com o que vai fazer!
Eis que, num momento oportuno Mr. Wood mandou: "Felis Natal!".

Sem nem olhar para o lado, Branquelo e eu começamos agradecendo o carinho: "Obrigado! Fico felis pelas suas palavras!"

Neste instante, todos os funcionários daquela sala, que também estavam presentes na conferência, começaram a rir enlouquecidamente enquando eu e Branquelo continuávamos com as mensagens de FELIS "alguma coisa" para Mr. Wood.

Eis que, aparece Mr. Wood na sala dando lição de moral pois ela havia errado. Dizia também para que a gente pensasse nos próprios erros...

Oras...tinha eu e o Branquelo na sala. Cuidado com o que vai fazer!
Na lata mandamos um "Mr. Wood, não fique bravo! Seja Feliz!"

13 de jan de 2011

Mama, minha guitarra é preta!

Tudo começa com um violão. Daí você pede uma guitarra pra mãe, ela compra e você passa a ser um ídolo de si próprio...por mais que isto possa parecer uma roubada!

Meados de 1998

Eu era o top descolado da época. Cabelo grande, brinco, roupa preta, estampa de rock, tênis sujo...tudo o que tinha direito para saber fazer um dó maior na guitarra.
O mais legal é que minha banda nesta época era sons tipo: Paralamas, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós etc. Ou seja, a imagem era uma coisa e a banda era outra. Tudo bem que depois eu entraria para uma banda de heavy metal, mas essa coisa de pop/rock me rendeu boas histórias também!

Começamos pela falta de criatividade.
Depois de muito pensar sobre um nome, o pai do baixista que nos entitulou: Os Inomináveis. Pensando hoje, como um publicitário formado, até que é bom.

A fé que move montanhas.
Juntávamos nossas reservas (R$) para comprar equipamento. Cada um dava R$ 5,00 todo mês, num total de R$ 20,00 pois éramos em 4. Com a soma em 10 anos compraríamos um bom microfone.

A técnica além do saber.
Pra quê fazer bonito se você pode fazer bem feito? Era uma linha tênue entre tocar o que o povo entende e querer mostrar o que aprendeu na aula de guitarra.

O tempo é precioso.
Todos os domingos ensaiando...era sagrado! Se tocamos em 2 ou 3 festas foi muito.

Embora fóssemos jovens a vontade de aparecer era coisa de gente grande. Tínhamos sede de crescer e nem sabíamos se éramos bons. Só importava balançar a cabeleira e aumentar o som. E, para isso, não importava a vergonha ou o fracasso por vir.

É, ser jovem tem seus méritos. Então, seja um rockeiro teen.

10 de jan de 2011

Muito obrigado, Faustão!

E disse Lulu Santos:
"Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não..."

Para elucidar o momento 'fale mais que a boca', nada melhor do que o digníssimo Faustão. Dono de uma mania que pegou boa parte dos brasileiros e, sem sombra de dúvidas, ficará alguns anos exercendo sua maestria entre os povos.

Quem aqui gosta de ser cortado enquanto está falando, dando opinião ou simplesmente fazendo um simples comentário?

Perceba que quanto mais o tempo passa mais estas pessoas aperfeiçoam sua técnica. Elas conseguem fazer com que você simplesmente não consiga emitir um único som. É impressionante! Enquanto a gente se preocupa em falar as coisas com calma, sabedoria e sem incomodar, chegam estes e destroem a nossa fala!

Isso não é começo de era, não é coisa de gente fina...infelizmente Lulu Santos.

Precisamos de um ato: ABAIXO AQUELES QUE NÃO DEIXAM O PRÓXIMO FALAR.

3 de jan de 2011

Papo sério em 2011

E chegou 2011 em grande estilo. Posse da Rousseff (não sou partidário!), finado Quércia, praia, amigos desejando sucesso e tudo o que faria um bom homem transformar qualquer depressão em sessões de alegria! Sem contar convites para amigo secreto, muita comida e férias da academia.

Nesta batelada de acontecimentos pensei bem no que escrever logo no primeiro texto do ano. Pensei em falar sobre política, mas pouco sei disto. Pensei em falar de mecânica, mas pouco sei também. Pensei em contar histórias do passado, mas achei muito nostálgico. Por que não falar em qualidades pessoais? Está aí uma boa opção.
Vou começar pelo Companheirismo. Eu quero com C maiúsculo!

Na minha opinião, Companheirismo é qualidade que só se aplica para quem atingiu maturidade. É fácil encontrar pessoas que, apesar de uma grande intimidade, em certas horas deixam de pensar no próximo e partem para o individualismo egoísta.
Fracos, ignorantes e dotados da grande capacidade de serem cegos, estes sempre fazem escolhas absurdas quando não sabem encontrar solução, conversar e PENSAR. É claro que não conseguem pensar...isso também só se atinge com a maturidade. É claro que não conseguem abrir mão de escolhas, são egoístas.

Maturidade e Companheirismo andam juntos. Para quem sabe o que é Companheirismo, parabéns. Para quem o aplica, feliz ano novo!