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14 de nov. de 2010

Olha bombaaaaa - Parte 1

Quando jovem fui um aspirante a criminoso. Ou quase isso!

Lembro que quando o relógio batia 14h eu já descia pro apartamento de um amigo e depois disso até Jesus Cristo tinha medo da gente.
O que dois jovens podem fazer de tão perigoso? Brincar com armas de fogo? Não. Bater em alguém? Não. Brincar com álcool? Quase!

Aquele dia cheguei e meu amigo já estava com a diversão da tarde arrumada! Quando olhei para o chão da sala, meus olhos brilharam! Nossa, tinha uma coisa muito legal...naquele instante eu sabia que o dia seria divertido!
Ele tinha comprado uma infinidade de bombinhas! Era pólvora o bastante pra gente ficar acendendo e tacando pra longe. Era um ciclo infinito: Acendíamos a bomba, atirávamos da sacada e ficavamos escondidos esperando o som ensurdecedor da explosão! Isso milhares de vezes sem parar.

É impressionante como a mente de um jovem ascende para o crescimento da imaginação, não é mesmo? Acho que neste exato dia tivemos uma sacada que poucos teriam. Além de jogar bombas na rua, no mato ou em qualquer lugar, decidimos inovar!
Decidimos então que era melhor camuflar as bombas, pois, na guerra, quem cairia numa armadilha mal executada? A nossa brincadeira estava tomando proporções gigantescas.

Idéia genial: Pegar pão francês, colocar a bomba dentro, acender e tacar na caçamba da caminhonete na rua! FEITO!!! Era o máximo! A medida que acertavamos o alvo a emoção ficava ainda maior!

Fizemos isso inúmeras vezes e até hoje me pergunto como que não estragamos nada seriamente. Acho que precisávamos de granada!Ainda bem que eu cresci.

Pensando bem...Jesus e o Capeta tinham medo!

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@rudycm

22 de jul. de 2010

Flash noturno

Das duas uma: Se você foi um adolescente quieto em casa, era o capeta na escola. Se você era quieto na escola, era o capeta em casa. Eu sou o primeiro caso! Nunca fui travesso em casa, mas dei muito trabalho na escola. Acontece que na minha adolescência eu ia muito na casa de amigos...então, capeta na escola e demônio fora de casa.

Tudo se modifica nesta vida. Você cresce, começa a trabalhar, conhece as dificuldades da vida, o preço das coisas e começa a dar valor em tudo. Em outras palavras, com o tempo e a vivência você fica adulto. Nada disso é sinônimo de seriedade. É por isso que carrego minhas histórias...quero compartilhar para fazer uma sociedade adulta e bem-humorada.

Baseado em fatos reais...

Verão de mil novecentos e alguma coisa. Eu tinha uns 14 anos e passava quase todas as minhas tardes no condomínio de um amigo meu (sempre preservo os nomes).

Fato era que quando estávamos juntos não havia moral. Quer tacar bomba nos carros? Faça! Quer gritar na porta dos apartamentos? Faça. Quer invadir apartamento que está para alugar? Faça. Por estes motivos éramos conhecidos!

Certo dia estávamos perto da churrasqueira, sentados e conversando sobre a vida. Enfim, estávamos numa boa naquele dia. Estávamos tão numa boa que eu estava com aquelas bombinhas "peido de véio" (ou biribinha) paradas na mão (aquelas que você joga no chão e ela explode). Mil lugares pra eu tacar e simplesmente fiquei numa boa.

Estava escurecendo, chegaram alguns moleques mais novos e se sentaram no mesmo local. Ignoramos e continuamos lá conversando. Certa hora, escuro já, meu amigo comentou que precisava de luz...tava difícil enxergar já. Eis que, um daqueles moleques estava com fósforo no bolso.

PAUSA: Por que um moleque estaria com uma caixa de fósforos no bolso?

Voltando...
O moleque acendeu o fósforo e ficou se achando "O REI DA LUZ"! Enquanto ele curtia ser o dono da iluminação local, o fósforo estava se apagando, mas enquanto ainda estava muito reluzente e quente, ele enfiou o fósforo na minha perna para apagar.

O parágrafo abaixo é proibido para menores de 35 anos:
Em fração de micro-milésimos, quando o fósforo se apagou, só deu pra ver a iluminação que eu causei ao tacar as bombinhas que estavam na minha mão direto na cara dele!

Meu amigo, que também era o demônio, ficou impressionado com tamanha violência.
Fico pensando aqui...por que ele ficou impressionado sendo que ele mesmo jogou rojão num menino que ficou xingando ele?

Tá loco! O que eu fiz foi pequeno perto dele!