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10 de mar. de 2011

Moleque de barro

Como é gostoso fazer parte de um acontecimento memorável! Se você é escolhido por uma entidade para estar na hora certa e no dia exato, ótimo...viva intensamente o momento e não sinta vergonha de ser ridículo.

Baseado em fatos reais:

Quão divertido são os dias quando estou com minha nobre amada! Não importa o dia, a hora e o lugar, vai acontecer alguma coisa estranha. FATO!

Estávamos no sítio da família dela, friozinho, muito barro e comida boa no fogão. Ao acordar a mãe dela preparava pão na chapa e tomávamos leite enquanto olhávamos para as árvores que dançavam pra lá e pra cá com o ventinho matutino. Tudo muito dentro das conformidades...da normalidade.

Certa hora o pai dela nos convidou para ir até um sítio mais ou menos perto para comprar queijo fresco. E lá fomos de carro eu, ela, o pai e o irmão. Muito barro, pedras que surpreendem qualquer amortecedor...estávamos indo em direção ao fabricante de queijo mais conhecido daquele local.

Ao chegar encontramos até o Papa...menos sr. Urbano - o tal fabricante de queijo. Tudo bem! Havia pessoas dispostas a nos ajudar e que fariam o mesmo que o tal sr. Urbano...vender queijo.

Era um sítio legal, com barro, água e...um moleque. Pronto. Isso já basta para dar um ar da graça na história. O que você espera de um moleque que ao se encontrar com uma poça d'água marrom nem se dá ao trabalho de desviar? Que simplesmente pisa descalço como se o chão estivesse seco. Aliás, bem diferente de mim e da nobre amada que, a esta altura, estávamos nos esquivando de todas as poças.

Enfim, ao chegar no galpão onde os queijos são fabricados, obviamente sem a presença do sr. Urbano e sim por outra pessoa, a nossa felicidade foi contemplada com a presença de dois filhotes de pastor-alemão.

Eu adoro cães. De início deixei que eles me cheirassem. Enquanto eu fazia esta ação de 'amizade canina' meu sogro negociava o queijo e a nobre amada junto com seu irmão comentavam como os cães eram bonitinhos.

Na sequência veio o mesmo moleque com seus pés cheios de lama e, talvez para fazer graça, começou a atiçar os cãezinhos a ponto de deixá-los como se estivessem injetado adrenalina na veia. Como todos sabemos, qual a brincadeira preferidas de pequenos cães? Dar pequenas mordidas com seus dentes pequenos e afiados enquanto ficam pulando para rasgar sua camiseta.

O moleque tanto provocou que ficou assustado com o nível de adrenalina que gerou nos pequenos cães. Simplesmente começou a ficar desesperado e a compra do queijo estava indo por água abaixo por conta da sua gritaria de medo. Como ninguém o amparou no medo ele veio pra cima de mim (NÃO SEI O PORQUÊ) e agarrou na minha blusa de frio pela cintura. Enquanto os cães tentavam morder ele começou a girar em volta de mim com as mãos agarradas na minha blusa. Detalhe: Comecei a girar junto pois eu queria minha blusa intacta. Só que tudo tem um preço...ele, numa dessas 20 giradas em torno do mesmo eixo que demos, pisou no meu pé e me deixou sujo de lama.

Segundo o Michaelis MOLEQUE significa 'menino travesso'.

Cheguei a conclusão que não existe hora certa e dia certo. Existe moleque errado na hora certa!

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Twitter: @rudycm

22 de jul. de 2010

Flash noturno

Das duas uma: Se você foi um adolescente quieto em casa, era o capeta na escola. Se você era quieto na escola, era o capeta em casa. Eu sou o primeiro caso! Nunca fui travesso em casa, mas dei muito trabalho na escola. Acontece que na minha adolescência eu ia muito na casa de amigos...então, capeta na escola e demônio fora de casa.

Tudo se modifica nesta vida. Você cresce, começa a trabalhar, conhece as dificuldades da vida, o preço das coisas e começa a dar valor em tudo. Em outras palavras, com o tempo e a vivência você fica adulto. Nada disso é sinônimo de seriedade. É por isso que carrego minhas histórias...quero compartilhar para fazer uma sociedade adulta e bem-humorada.

Baseado em fatos reais...

Verão de mil novecentos e alguma coisa. Eu tinha uns 14 anos e passava quase todas as minhas tardes no condomínio de um amigo meu (sempre preservo os nomes).

Fato era que quando estávamos juntos não havia moral. Quer tacar bomba nos carros? Faça! Quer gritar na porta dos apartamentos? Faça. Quer invadir apartamento que está para alugar? Faça. Por estes motivos éramos conhecidos!

Certo dia estávamos perto da churrasqueira, sentados e conversando sobre a vida. Enfim, estávamos numa boa naquele dia. Estávamos tão numa boa que eu estava com aquelas bombinhas "peido de véio" (ou biribinha) paradas na mão (aquelas que você joga no chão e ela explode). Mil lugares pra eu tacar e simplesmente fiquei numa boa.

Estava escurecendo, chegaram alguns moleques mais novos e se sentaram no mesmo local. Ignoramos e continuamos lá conversando. Certa hora, escuro já, meu amigo comentou que precisava de luz...tava difícil enxergar já. Eis que, um daqueles moleques estava com fósforo no bolso.

PAUSA: Por que um moleque estaria com uma caixa de fósforos no bolso?

Voltando...
O moleque acendeu o fósforo e ficou se achando "O REI DA LUZ"! Enquanto ele curtia ser o dono da iluminação local, o fósforo estava se apagando, mas enquanto ainda estava muito reluzente e quente, ele enfiou o fósforo na minha perna para apagar.

O parágrafo abaixo é proibido para menores de 35 anos:
Em fração de micro-milésimos, quando o fósforo se apagou, só deu pra ver a iluminação que eu causei ao tacar as bombinhas que estavam na minha mão direto na cara dele!

Meu amigo, que também era o demônio, ficou impressionado com tamanha violência.
Fico pensando aqui...por que ele ficou impressionado sendo que ele mesmo jogou rojão num menino que ficou xingando ele?

Tá loco! O que eu fiz foi pequeno perto dele!