20 de jul. de 2010

Teje preso

Quem nunca gostou destes heróis japoneses tipo Jaspion, Changeman ou Flashman? Para a nova turma que aqui se apresenta, seria algo como Power Rangers pra quem é mais de idade. Nem tanto assim!

Repletos de efeitos especiais, estes episódios com heróis incríveis e vilões macabros faziam (e faz) a criançada soltar a imaginação. Basta ficar assistindo por 20 minutos e depois ir pro quintal brincar durante horas e horas. Quem é o seu herói favorito de Tokusatsu?

Tokusatsu é uma palavra que descreve este gênero de filmes e seriados que trabalham efeitos especiais. Tornou-se uma palavrinha mágica para os fãs das séries japonesas.

Como toda criança eu também tive um herói predileto durante a infância. E este herói foi o Jaspion. Nossa, eu parava tudo para assisti-lo...depois do café da tarde, depois de voltar da escola etc...sempre na extinta TV Manchete.

Pois bem...e como toda criança da época eu quis dar ênfase a realidade da brincadeira e aderi, por força da insistência a minha mãe, ao uniforme do Jaspion. Pedi encarecidamente para que ela comprasse. Aos 5 anos de idade com roupa de herói? Eu era O CARA do quarteirão! O que pensariam meus vizinhos quando me vissem todo jaspionzinho com máscara e tudo?

E lá chega minha mãe com o presente! Abri e vesti na hora! Fui brincar. Enquanto eu brincava pra lá e pra cá minha mãe observou que o cinto da fantasia vinha sem a arma de fogo (pistola) que o Jaspion usa. De imediato pediu pra minha irmã ir no bar perto de casa para comprar um revólver qualquer de plástico (óbvio).

Fiquei brincando e esperando chegar minha poderosa arma laser...igualzinha do meu herói! Quando ela entrou em casa já fui correndo para completar minha fantasia. Assim que vi fiquei branco. Branco de decepção. Como assim? Na loja não vendia a arma do Jaspion? Com 5 anos eu não achava isso justo...
Num coeficiente maior de realidade minha irmã não exitou e comprou o 38 preto e de plástico ainda por cima. Aí sim...eu era um Japion velho-oeste. É mole??

Acho que neste dia eu mudei a lógica da brincadeira. Em vez de chegar atirando nos inimigos imaginários, eu chegava falando: "Levanta a mão que tá preso!"

Coisas da infância.

19 de jul. de 2010

Tendências

Para não correr o risco da generalização, estamos sempre de olho nas tendências que a sociedade e o mercado lançam. Para ser mais exato, procuramos o que é novo para nos enturmar e fazer sucesso perante o mundo.

Baseado em fatos reais...

Meu amigo passou por um período de grande descoberta quando estava na escola no auge de seus 10 ou 11 anos. Ele era magrinho, loirinho, bonitinho e sapequinha.
Hoje em dia é diferente, mas 17 anos atrás era importante apresentar uma boa apresentação pessoal para ser um formador de opinião. Desta forma ele conseguiria ser o lider da turma e decidir quem é o cachorro quente, quem vai brincar de polícia e ladrão etc.

Levando em conta a importância de se destacar frente seus colegas e analisando a tendência da época, meu amigo optou por enriquecer o seu lado consumista e foi comprar um tênis top de linha. Ou seja: Tênis importado + Ego inflado = Líder de turma. Poxa, lider de turma com 10 ou 11 anos?? Quem não sonhava com isso na época?

Lá foi ele em busca do seu sonho! Naquela fria tarde de inverno, fazia geleira na vitrine das lojas de tênis...mas, especialmente naquele dia, um lindo tênis PUMA olhou para ele. Ele olhou para o tênis e logo imaginou o tamanho do sucesso que faria. Provou, gostou, comprou e acordou o quanto antes pra ir a aula.

Chegando na escola ele virou o centro das atenções. Os colegas o olhavam o seu tênis azul-piscina como se fosse a última novidade mundial. Ele estava se achando o maior barato!

Respirou, chegou na rodinha de meninas e: "Ei você, gatinha...quer passear com meu Puma?"
Ela responde: "Espuma?"
Ele: "Como assim?"
Ela: "Leia direito a marca do seu tênis."

E lá estava a decepção. Agora ele entendera o olhar dos colegas...frente a tendência sempre vem a imitação. Ele tira o tênis e presta atenção da marca do tênis. Tinha um "S" que fazia toda diferença: sPUMA.

Você gosta de tendências? As boas são caras, num é?!

14 de jul. de 2010

Aventura Juvenil

Quer ir ao cinema com a namorada? Pegue o carro. Quer ir num bar e curtir com os amigos? Pegue o carro. Quer se aventurar sem hora e sem rumo? Pegue o carro. Quer fazer qualquer coisa que precise de um carro? Tenha vários de cartões de moto-táxi na carteira! Eu explico.

Dezoito anos. Não só se atinge um estágio de maioridade, mas também dá direito a uma das fases mais aguardadas da vida. Quem não quer andar de carro sem depender dos outros? Meus irmãos, assim como em outras famílias, me levavam e buscavam quando eu precisava sair. Isso quando não revezava com os pais dos amigos, claro. Mas de qualquer forma, ser independente ao se locomover é algo que fica ainda mais forte quando se está perto dos 18 anos.

Na época era costume o pai ensinar o filho a dirigir antes de atingir a idade. Normal!
- Pai, me leva pra dirigir?
Quem nunca disse isso?

Como de praxe fiz o curso para aprender a teoria e depois aulas práticas. Durante as aulas práticas não tive maiores problemas por já saber dirigir. Não que eu era um expert, mas também não ficava confundindo freio com acelerador e essas coisas que são tão difíceis de acreditar! É, tem gente que confunde os pedais, acredite.

Tudo leva a crer que minhas aulas de direção foram tranquilas e, com muita sorte e segurança, passaria de primeira no exame prático.

Chegou o grande dia. Era fácil...eu teria que ligar o carro, sair de frente, fazer a baliza, dar uma risadinha pro delegado, depois garagem de frente e voltar de ré. Tudo bem, perfeito! Estava muito bem ensaiado. Quem passou por isso, diria que este é o maior desafio...pra mim não foi. Nos bastidores de todo este processo é que eu me ferrei.

Neste fabuloso dia da minha vida (e de muitas outras pessoas também), tive que aguardar uma fila imensa de pessoas na minha frente. Motivo? Meu nome começa com "R".
Tudo bem! Fiquei lá aguardando, conversando com as pessoas e...e...e...aguentando a minha dor de barriga. Eu não me lembro ao certo se eu já fui com dor de barriga ou fiquei durante a espera. Mas não importa...o importante é que eu precisava de um banheiro ou ficaria completamente tenso no exame. Depois de muito aguentar, resolvi ir ao banheiro.

Me deparei com um banheiro terrivelmente sujo e sem condições mínimas de uso, mas...ou era isso ou nada. Na boa, comecei a fazer o que eu tinha que fazer e pensei: "Onde tem papel? Preciso de papel pra me limpar!".
A real é que não tinha papel, eu tava todo melado, calça arriada, banheiro sujo e estava chegando no meu nome. O que fazer? Claro! Minha mente de publicitário é muito atuante. Abri minha carteira e saquei todos cartões de moto-táxi que eu tinha, afinal, não precisaria mais!

Tirei o excesso, arrumei as calças, ouvi meu nome sendo chamado e, quando estava saindo do banheiro gritei: "PRESENTE". Nesta hora todos olharam e perceberam o que eu tinha acabado de fazer! E também porque meu caminhar estava, como posso dizer...deslizante.

Enfim, fiz o exame completamente "deslizante", deixei marcas de uma mão suja no volante (não tinha água), ri pro delegado rindo de mim mesmo e fui embora...a pé! Cheguei tão rápido neste dia. Acho que é o tal do "deslizante".

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Atendendo o pedido do Sr. Anônimo nos comentários:
Passei no exame! Com a bunda deslizante e tudo.
Quanto o aluno que pegou o carro depois de mim? Bom, pelo menos com mão fedida ele deve ter ficado!

12 de jul. de 2010

Uma brinca e um par.


Segundo relatos da humanidade, o homem (sexo masculino) precisa disputar sua fêmea com outros machos da espécie. E, falando a verdade, isto acontece em outras espécies também. Contando com o fato de que estamos em 2010, muitas mudanças e novas formas de sedução, o homem continua utilizando as formas mais variadas para este fim - conquistar uma mulher.

Fatos reais? Pode acreditar.

Meados de 1995, brinca (festinha dançante das antigas) na casa do Luís Flávio, gel no cabelo e peito estufado. Nesta época era difícil conquistar uma moça...ainda mais se ela fosse bonita!

Lá vou eu me aventurar para no outro dia chegar em casa falando que fiz o maior sucesso. E, não poderia deixar de ser, chegar na segunda deixar as meninas loucas por mim!

Logo que cheguei na casa do Luís Flávio já senti aquela sensação de que a noite ia ser proveitosa. Assim que olhei para a sala da casa, gentilmente cedida pela mãe dele, notei várias garrafas de Coca-cola, salgadinhos fritos, música romântica rolando e iluminação baixa.

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O que se faz numa brinca?

Versão masculina: Convida uma menina para dançar - daquele jeito distanciado - e torce para não pisar no pé dela.
Versão feminina: Espera um menino te convidar - daquele jeito distanciado - e torce para ele não pisar no seu pé.
Detalhe: Sempre música romântica.

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Cheguei causando boa impressão e cumprimentei os vários machos que ali se encontravam. Nesta época era um tiro no escuro fazer festa e aparecer alguém do sexo feminino! Mas o Luís Flávio era um bom menino e tudo ia dar certo. E deu!
Começaram a chegar algumas meninas e o negócio foi ficando ainda melhor.
No começo fica aquela distância entre os sexos...panelinha total. Enfim, estávamos lá para tomar coca ou comer salgadinho? Ah é, dançar agarradinho! Então vamos lá..
O pior seria alguém ficar sem par para dançar, mas Jesus Cristo decidiu que naquela festa ia ter o número certo de pessoas. Isso é bom? É o que veremos. Lembrem-se que este texto é sobre "novas formas de sedução"!

Começou a rolar "MMM MMM MMM" do Crash Test Dummies e eu já tinha um alvo escolhido para dançar, levantei o fui até ela. Neste instante o coração acelerou, o suor começou a escorrer nas costas e minhas pernas insistiam em mudar de direção. Mas eu estava lá e precisava dançar com alguém! Não queria ser considerado o frango da noite. Quando faltava um passo para que eu chegasse na menina, olhei para o lado e tinha outro amigo pensando em convidar a mesma menina! Por que ele queria convidar justo a minha? Tinha uma outra sobrando bem ao lado...mas não era muito bonita! Talvez este seja o motivo dele ter tido a mesma idéia.

Como dois machos alfa dominantes da espécie, rimos e decidimos que era melhor a gente fixar com qual menina cada um vai ficar, visto que só tinha nós quatro ali (eu, ele e mais duas moças doidas para serem convidadas)...isso tudo enquanto o som rolava e os casais dançavam.

Optamos por um nova forma de sedução.

Eu disse: PAR.
Ele disse: ÍMPAR.
Eu gritei: GANHEIIII!
Ele desapontado: "..."

Pronto! Batalhei e consegui. Pro resto da noite dançaria com ela.

Se eu a beijei?
Minha resposta é: Meados de 1995. Nesta época era difícil conquistar uma moça...ainda mais se ela fosse bonita!

5 de jul. de 2010

It's about rock!

Com tanta seriedade e formalidade para os amantes do horário comercial, desejo muito Rock and Roll para aqueles que sabem desfrutar de bons momentos noturnos. Alguns sabem e outros nem tanto, e muitos menos ainda, que eu toco numa banda de rock. Banda boa...led Zeppelin, AC/DC, Stone Temple Pilotes, Alice in Chains e por aí vai nosso repertório.

Desde que me conheço como amante de rock and roll e suas vertentes, fiquei anos afora tentando entender de onde vem tamanha devoção destes personas que vibram e dançam como verdadeiros fãs - enloquecidos pelo som estridente das guitarras, a força da bateria, a presença do baixo e os gritos do vocal. Como fã, entendo que é um estilo de música que penetra na pele e faz a gente querer pular! ( e agente também!)

Fato | Dia 02/07/2010 - Local: Bronze Night Club - Apresentação da Banda Dodgers.

Chegamos antes do horário da apresentação pois tínhamos que passar o som, regular volume, arrumar layout de palco e afins. Tudo dentro dos padrões, como sempre. O que faz você querer ir ver um show de rock? Com certeza esperar que o Sílvio Santos aparecer de trás do palco jogando aviões em notas de R$ 50,00 que não é. É esperar que a banda tenha um mínimo conceito no que VOCÊ acha legal de ouvir. Em poucas palavras...tocar alguma coisa que você conheça!

Logo que passamos o som chegou um fã conhecido da banda. Como o local ainda não estava aberto ele, que é amigo do dono do bar, pediu para que tocássemos uma música só pra ele...como um show particular. Pediu isso porque resolveu dar uma passadinha pelo Bronze pois iria em outro lugar. Que mal tem? O fã pede, a banda toca. Correto?

Tocamos Gimme Shelter na versão do Stereophonics. A partir do primeiro segundo da música ele entrou em êxtase! Era muito mais empolgante vê-lo curtindo o som do que propriamente executar a música. Durante toda a música ele tomou conta da pista e curtiu cada nota dada pela banda...estilo Qual é a Música com Sílvio Santos tatuado, sabe? A alma do rock é feita por este conjunto de som de qualidade, música boa e horários nada comerciais!

Valeu fã e valeu toda a galera que sempre curte a Dodgers lá na frente...cantando junto!

Quando é a próxima micareta mesmo???