4 de fev. de 2011

Sutileza

Eu já fui "Consultor de Negócios". Não foi da Jequiti e nem da Avon...mas de uma empresa aqui de Ribeirão Preto chamada Inter CTI.

Entrei lá com meus quase 19 anos por indicação de um amigo que trabalhava lá e aí começou a saga 'Rudy na Inter CTI'. Por quase 3 anos lá fiquei e por quase 3 era feliz e não sabia! Além da novidade, pois o trabalho era com aparelho médico-hospitalar (desses que você não quer ver um parente seu usando), eu tive uma linha de aprendizado muito grande...comecei fazendo serviços de banco e fui fazendo escala até ser Consultor de Neg...digo, vendedor.

A grande verdade é que eu, o Toppera e o Órfão passávamos o dia rezando para que o nosso patrão ficasse bravo. Pode parecer estranho, mas é que nosso chefe era um amor de pessoa com a gente e era um estúpido sem noção com sua sócia - que é sua esposa.
O quanto ele era nervoso? Bom, ele já era de idade nesta época, infartos e a voz mais potente do mundo quando estava em estado de IRA.

Baseado em fatos reais:

Antes de tudo eu quero deixar claro a minha opinião: Gosto de pessoas práticas e que resolvem os problemas com um simples toque de sutiliza.

Era um dia qualquer e, como a empresa atuava no ramo da saúde, recebíamos várias ligações de renomados médicos da região. Por um motivo qualquer aquele dia estava para acontecer alguma coisa...
A Dale (mulher do patrão) estava encucada em dar um telefonema para avisar dois médicos sobre alguma coisa importante. Oras...uma mulher em dúvida...o que pode ser mais complicado?

De repente, ela entra na sala do patrão e começa a falar desesperadamente:
ELA: - O que...devo...fazer...lig..ligar pra qual primeiro? Eu preciso ligar...eu vou ligar pra quem primeiro? Hã?? Hã??
(Ela falou isso num processo de repetição 15x maior)

ELE: - Pra quem você acha importante ligar primeiro?

ELA: - Pro doutor Almeida.

ELE (aos 150 decibéis e 1500 watts de potência RMS): - ENTÃO PORQUE TÁ ME PERGUNTANDO??????????????????

Moral da história: Não pergunte o que já sabe. (coisa de mulher mesmo)

28 de jan. de 2011

Seja feliz e felis!

Por que nós gostamos de coisas que dão vergonha e ao mesmo tempo é embaraçoso para quem sofre a ação?

O natal de 2008 se aproximava e eu estava trabalhando numa empresa muito grande. Dessas que você esquece o nome de um funcionário que vê todo dia. Importante: Você vê, mas não sabe quem é, de onde vem e nem o que faz.

Como todo natal, todos estavam com espírito natalino aflorado. Enfim, todo mundo era amigo, todos desejam que o natal tivesse muita comida, sorriso estampado etc. O natal é legal mesmo. É uma data que o seu pior inimigo deseja menos mal pra você!

Nesta querida empresa eu fazia parte de uma sala com pessoas de funções diversas. Fato este que me permitiu conhecer gente que eu pensava não ter muita importância para o fluxo de trabalho...engano meu! Nesta querida empresa eu fiz amizade com todos da minha sala e, muito importante dizer, quando eu estava quieto todos estranhavam...tamanho era a minha hiperatividade! Eu sempre ficava brincando com alguém, dizendo besteiras e tal. Mas eu não era o único. O Branquelo, que também era marketeiro, participava ativamente das atividades que eu desenvolvia naquela sala! Compartilhava histórias e besteiras também. Era um departamento feliz e que produzia trabalho com bom humor.

Perto do natal de 2008 estávamos em uma conferência por skype - para que não sabe, é uma janelinha de chat com vários participantes. É claro que todos os participantes eram funcionários, óbvio.
Até que um deles, o Mr. Wood, resolveu, com toda sua bondade e fraternidade, enviar uma mensagem de puro amor e compaixão a todos os participantes da conferência.
Oras...tinha eu e o Branquelo na conferência. Cuidado com o que vai fazer!
Eis que, num momento oportuno Mr. Wood mandou: "Felis Natal!".

Sem nem olhar para o lado, Branquelo e eu começamos agradecendo o carinho: "Obrigado! Fico felis pelas suas palavras!"

Neste instante, todos os funcionários daquela sala, que também estavam presentes na conferência, começaram a rir enlouquecidamente enquando eu e Branquelo continuávamos com as mensagens de FELIS "alguma coisa" para Mr. Wood.

Eis que, aparece Mr. Wood na sala dando lição de moral pois ela havia errado. Dizia também para que a gente pensasse nos próprios erros...

Oras...tinha eu e o Branquelo na sala. Cuidado com o que vai fazer!
Na lata mandamos um "Mr. Wood, não fique bravo! Seja Feliz!"

13 de jan. de 2011

Mama, minha guitarra é preta!

Tudo começa com um violão. Daí você pede uma guitarra pra mãe, ela compra e você passa a ser um ídolo de si próprio...por mais que isto possa parecer uma roubada!

Meados de 1998

Eu era o top descolado da época. Cabelo grande, brinco, roupa preta, estampa de rock, tênis sujo...tudo o que tinha direito para saber fazer um dó maior na guitarra.
O mais legal é que minha banda nesta época era sons tipo: Paralamas, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós etc. Ou seja, a imagem era uma coisa e a banda era outra. Tudo bem que depois eu entraria para uma banda de heavy metal, mas essa coisa de pop/rock me rendeu boas histórias também!

Começamos pela falta de criatividade.
Depois de muito pensar sobre um nome, o pai do baixista que nos entitulou: Os Inomináveis. Pensando hoje, como um publicitário formado, até que é bom.

A fé que move montanhas.
Juntávamos nossas reservas (R$) para comprar equipamento. Cada um dava R$ 5,00 todo mês, num total de R$ 20,00 pois éramos em 4. Com a soma em 10 anos compraríamos um bom microfone.

A técnica além do saber.
Pra quê fazer bonito se você pode fazer bem feito? Era uma linha tênue entre tocar o que o povo entende e querer mostrar o que aprendeu na aula de guitarra.

O tempo é precioso.
Todos os domingos ensaiando...era sagrado! Se tocamos em 2 ou 3 festas foi muito.

Embora fóssemos jovens a vontade de aparecer era coisa de gente grande. Tínhamos sede de crescer e nem sabíamos se éramos bons. Só importava balançar a cabeleira e aumentar o som. E, para isso, não importava a vergonha ou o fracasso por vir.

É, ser jovem tem seus méritos. Então, seja um rockeiro teen.

10 de jan. de 2011

Muito obrigado, Faustão!

E disse Lulu Santos:
"Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não..."

Para elucidar o momento 'fale mais que a boca', nada melhor do que o digníssimo Faustão. Dono de uma mania que pegou boa parte dos brasileiros e, sem sombra de dúvidas, ficará alguns anos exercendo sua maestria entre os povos.

Quem aqui gosta de ser cortado enquanto está falando, dando opinião ou simplesmente fazendo um simples comentário?

Perceba que quanto mais o tempo passa mais estas pessoas aperfeiçoam sua técnica. Elas conseguem fazer com que você simplesmente não consiga emitir um único som. É impressionante! Enquanto a gente se preocupa em falar as coisas com calma, sabedoria e sem incomodar, chegam estes e destroem a nossa fala!

Isso não é começo de era, não é coisa de gente fina...infelizmente Lulu Santos.

Precisamos de um ato: ABAIXO AQUELES QUE NÃO DEIXAM O PRÓXIMO FALAR.

3 de jan. de 2011

Papo sério em 2011

E chegou 2011 em grande estilo. Posse da Rousseff (não sou partidário!), finado Quércia, praia, amigos desejando sucesso e tudo o que faria um bom homem transformar qualquer depressão em sessões de alegria! Sem contar convites para amigo secreto, muita comida e férias da academia.

Nesta batelada de acontecimentos pensei bem no que escrever logo no primeiro texto do ano. Pensei em falar sobre política, mas pouco sei disto. Pensei em falar de mecânica, mas pouco sei também. Pensei em contar histórias do passado, mas achei muito nostálgico. Por que não falar em qualidades pessoais? Está aí uma boa opção.
Vou começar pelo Companheirismo. Eu quero com C maiúsculo!

Na minha opinião, Companheirismo é qualidade que só se aplica para quem atingiu maturidade. É fácil encontrar pessoas que, apesar de uma grande intimidade, em certas horas deixam de pensar no próximo e partem para o individualismo egoísta.
Fracos, ignorantes e dotados da grande capacidade de serem cegos, estes sempre fazem escolhas absurdas quando não sabem encontrar solução, conversar e PENSAR. É claro que não conseguem pensar...isso também só se atinge com a maturidade. É claro que não conseguem abrir mão de escolhas, são egoístas.

Maturidade e Companheirismo andam juntos. Para quem sabe o que é Companheirismo, parabéns. Para quem o aplica, feliz ano novo!