30 de mai. de 2010

Amor de mãe


Quando se tem 15 anos o maior sonho é ser independente e contar com o dinheiro dos pais! Ou seja, dependentes total...

Mesmo assim o desafio para fazer tudo o que puder e mostrar seu poder é válido.
Época bem interessante pois algumas coisas vão contra a nossa vontade.
Exemplos:
1) Motel: Sem barba ninguém passa pela portaria;
2) CNH: Você acha que dirigir é fácil e o carro do seu pai está sempre cheio de combustível;
3) Sexo: Fala que fez mas nem tem idéia do que é;
4) Cinema: Se o pai não liberar verba tua gatinha só vai ficar no sorvete;
5) Parque de diversões: Brinquedos com piscina de bolinha não comporta seu tamanho;
6) Aniversário dos amigos: Enche o copo de guaraná e finge que é cerveja.
7) Viagem: Você arruma sua mala, mas sua mãe dá uma ajudinha...
Pois é aí que mora o perigo!

Com 15 anos eu ia pra uma chácara com meus amigos curtir o final de semana com muita coca, carne semi-crua (ninguém sabia acender churrasqueira), piscina suja, bola de futebol vazia e várias histórias de espírito para a noite ficar assustadora. Passávamos o dia todo fazendo tudo o se pode com 15 anos. Diversão total...só ia amigAs quando o pai de alguém ficasse responsável e de olho no local..até aí tudo bem! Nada grave.

Acontece que eu era um menino de 15 que não sabia muito o que levar para arrumar minha cama...as roupas não eram problema. Eu mesmo arrumava. Sendo assim, certo dia pedi para minha mãe colocar roupa de cama na mala e ela o fez com todo amor e carinho.

Cheguei na chácara e baguncei o dia inteiro...quando deu a hora de dormir fomos todos arrumar as camas para dormir. Normal...todo mundo pegou lençol e começou a arrumar. Mas quando abri minha mala e percebi o lençol que minha mãe escolheu, quis me beliscar e acreditar que tudo aquilo era um sonho...eu entrei em desespero. Meu coração começou a bater freneticamente como se quisesse sair correndo pela estrada...coitado! Eu estava longe de casa!! O lençol que minha mãe colocou ia abalar totalmente a figura máscula que eu mantinha frente aos meus 15 anos!! Não tinha escolha...era pegar o lençol e acreditar que ninguém perceberia que o lençol era cheio de coraçõezinhos coloridos!!! Eu, homem, 15 anos e um lençol de coraçõezinhos coloridos no meio dos amigos. É, não teve jeito. Assim que arrumei minha cama todos começaram a rir e eu, inutilmente, comecei a colocar a culpa na minha mãe!

O que adiantou? Nada, só piorou! Alguns anos e todos esqueceram..hoje só compro lençol com desenho do Jaspion...é mais adulto.

26 de mai. de 2010

Freud explica!


Todos temos questões existenciais, não é mesmo?

Durante muito tempo minha turma foi formada por psicólogos e isso me rendeu algumas informações interessantes. Sempre achei a psicologia fascinante.

Baseados em fatos reais e estranhos...

Eu tenho um dom especial e agradeço muito por isso...eu presto atenção em coisas corriqueiras e consigo dar uma "visão" diferente mesmo tratando-se de simplicidade.

Onde moro é quente e quando cai a temperatura todos ficam meio sem rumo quando isso acontece. O costume aqui é ficar de bermuda, camiseta e chinelo...bem a vontade mesmo. Nada de roupas quentes e coisas que nos façam parecer um francês friorentinho.

Dias atrás levei minha mãe a uma loja de pijamas e percebi algo fascinante!! Algo que talvez a psicologia possa explicar..
Notei que tinha um pijama masculino com um acessório que não pode faltar! Afinal, se você vai dormir precisa estar preparado, concorda? É...eu e minha mania de ficar reparando coisas que ninguém dá importância.

O pijama tinha BOLSO no peito igual camisa social!

Mas deve ter uma lógica...
Você toma banho, coloca o pijama e vai que resolve ir ao mercado...onde colocar o dinheiro? No bolso do pijama.
Você está em casa e um mendigo passa pedindo esmola...onde tem moeda? No bolso do pijama.
Você mata os pernilongos para dormir em paz e onde joga-los? No bolso do pijama.

Alguém sabe explicar??? Talvez Freud.

22 de mai. de 2010

Quer ser meu amigo?


Relacionamento. Quem nunca teve problema?
Vou tentar encontrar a solução.

Poucos param para pensar que relacionamento significa comunicação entre indivíduos. Se há concordância de ambas as partes o relacionamento é bom. Caso contrário, se um não gosta, não há comunicação. Ou seja, relacionamento fadado ao insucesso...temporário ou até mesmo permanente. Para um bom relacionamento é necessário que as partes estejam interessadas em pelo menos dar oportunidade de conhecer o outro.

Para isso, vamos ao "manual de boas condutas para uma boa relação".
Alguns perguntam: Mas isso vende? Ah, meu caro...se vendesse o autor estaria rico!

Regras para sua chance de sucesso ficar ainda mais acentuada.
1) Nada de calça acima do umbigo (ou imbigo...como preferir!)
2) Nada de havaianas encardidas com o desenho dos dedos na sola
3) Nada de ficar falando com os olhos fechados
4) Nada de esquecer o nome da pessoa no meio da conversa

O Cutucão
Você está no bar bebendo sua biritinha tranquilamente quando o colega ao lado, em pleno ato de início de relação, começa a cutucar teu braço enquanto a bebida ainda está passando pela garganta. Começou bem! Agora só falta ele falar que estava coçando a bunda antes de te chamar!

O Tecnológico
Enquanto você luta para ter uma conversa agradável a pessoa enfia a mão no bolso e tira aquele celular cheio de botões! Neste momento, enquanto você pergunta coisas básicas para uma amizade futura, seu colega começa a colocar o fone de ouvido para ouvir Lucas e Luan, passar um torpedo pra namorada e entrar no msn mobile enquanto tenta responder suas questões.

O Legalzão
O legalzão pergunta qualquer coisa idiota e morre de rir. Exemplo: - Onde você trabalha?HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...
Depois da sua resposta ele ainda comenta: - Conheço sua empresa! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Enfim, são tantas as chances de encontrar pessoas legais e descoladas...caso não aconteça, não se esqueça: Manual de boas condutas para uma boa relação.

19 de mai. de 2010

Não...estou só olhando!

Escove os dentes, passe gel no cabelo e compre um relógio bacana. Se quiser completar um look sensual, coloque uma camiseta estampada de rosa e coloque aquele seu velho sapatênis pra agitar na night.

-Mas...mas??! Que fizeram com o meu sapatênis? Está imundo!
Pois é Geraldão..tá na hora de comprar!

Agora é hora enfrentar o shopping e se safar do VENDEDOR DE SAPATÊNIS.
Vendedor de sapatênis: Espécie conhecida como Sapatônis Venderis, facilmente encontrada em shoppings e estabelecimentos comerciais.
Principais características: Onipresença e Onisciência. Sim, é um Deus.

Geraldão chega no shopping com pinta de galã e passa direto pela primeira loja. Mas é óbvio né...quem para na primeira e compra? O orgulho em primeiro lugar. Vão pensar que o Geraldão está desesperado e não é nada disso! Ele tem 15 minutos para comprar seu lindo sapatênis, chegar na balada e ainda precisa buscar a Peteca (sua aspirante a paixonite aguda).

Geraldão pensou alto quando já estava na vitrine da terceira loja:
- Que da horraaa! Aquele verde-musgo com listras azuis é perfeito.
- Quer experimentar? - Disse o vendedor saindo subitamente por de trás de uma pilha pequena de sandálias femininas. (Onipresença)
- Não...estou só olhando! - Geraldão queria mesmo era continuar olhando pois ainda tinha seus 11 minutos restantes.
- Procura por algo específico? Eu posso ajudar!
- Não, não...estou só olhando mesmo. - Os vendedores de sapatênis num percebem que esta resposta-padrão é para nos deixar em paz? Oras..quando a gente escolhe a gente fala, caramba.

Geraldão continuou sua investida no momento "vitrine minha vida" e:
- Eu já busquei os modelos que você gostou! - Esses vendedores de sapatênis viu.. (Onisciência)
- Mas...mas...tá bom vai. - É né..fazer o quê?! Eles vencem uma hora por serviço ou outra pelo cansaço.

Geraldão colocou o sapatênis no pé e inspirou como se tivesse tomado um tiro no peito. O sapatênis era menor que seu número...era 40 e Geraldão com 1,76 m de altura, calça 43.

- Sr. Vendedor, está apertado! Num vai dar certo..outro dia eu volto com mais calma.
- VAI LACEAR!

Lógico! O pé num é dele né.

17 de mai. de 2010

Ensaio sobre a sociabilização

O maior destaque que alguém pode ter frente ao mundo é ser único. A tática mais utilizada é: Faça parecer que ninguém vai conseguir chegar perto do seu conhecimento e faça com que nenhum obstáculo seja grande o suficiente para acabar com sua coragem. Sorria e acene (como os pinguins de Madagascar).

Estou falando de sociabilização.
É coisa difícil e não existe curso para tal. Há várias variáveis que impedem o sucesso daqueles que procuram por novos amigos, emprego e um affair nas badaladas noites de frio com chocolate quente!

Na hora da sociabilização vários sentimentos e ações tomam conta do sujeito: Sorriso amarelo, suor nas axilas, mãos suadas, cabelo desarrumado, sorriso de canto, olhar perdido, falta de assunto etc.
Agora, se você conhece gente que adora o processo de sociabilização e ainda faz com que este momento, como no início deste texto, pareça coisa simples e corriqueira: Citar o nome de algum jornalista underground, falar que ano de mil novecentos e alguma coisa num sei quem fez num sei o que lá, dizer que computador é coisa de nerd, condicionar o pensamento a sempre dizer que ou PSDB ou PT não são bons e, o mais importante de todos ---> Dizer que SARAMAGO é um Deus só porque leu "Ensaio sobre a Cegueira". Isto quando não leu e só assistiu o longa.

É tempo de enxergar pessoas únicas. Aquelas que se destacam nem sempre são as melhores...as aparências enganam. Ah é! O mundo vive de aparências! Tá bom...eu leio Saramago.